MC Carol: a ícone do feminismo que desvaloriza a mulher

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Por Pedro Augusto

Para alastrar certas agendas ideológicas, coletivos, movimentos políticos, intelectuais e a grande mídia, principalmente, à procura de novos ídolos, concedem status a certos personagens curiosos para dar oportunidades deles mostrarem o que pensam.

Um exemplo é a MC Carol: funkeira do Rio de Janeiro conhecida pelo jeito firme e por hits como "Bateu uma onda forte", "Meu namorado é mó otário", "Vai rolar uma pentada" etc.

Embarcando, oportunamente ou não, na onda do feminismo, tão propagandeada nas universidades, grande mídia e mídia alternativa, a MC surgiu como uma ícone do movimento e da corrente das negras.

Das diversas entrevistadas dadas pela cantora, se assim podemos chamá-la, em sites ou canais de televisão, ela sempre gosta de evocar que "nasceu feminista", como em uma oportunidade para a Revista Fórum.

Na página da MC, é comum a vê-la falar sobre o feminismo.  Em uma postagem de março de 2016, ela se lamentou porque o feminismo não chega no morro.  Apesar disso, ela trabalha para reverter esse quadro em sua carreira ao lançar o "100% feminista". A letra contém diversas verdades e critica os casos de violência doméstica.

No entanto, por atrás do discurso de defesa das mulheres, há uma funkeira que reproduz, ou pelo menos reproduziu recentemente, discursos e letras que desvalorizam e desrespeitam as mulheres.

Por exemplo, há uma música que parece se chamar "Adoro vagabundo de radinho e de mochila", que é uma clara alusão à sua preferência por bandidos, infratores da lei, homens que roubam, matam e ferem inocentes, além de trazerem medo e insegurança à sociedade, incluindo, obviamente, às mulheres, além de reproduzirem, com naturalidade, ações violentas.

Nas periferias do Brasil, não são raros os casos de bandidos que reproduzem a violência contra a mulher de maneira natural. Os exemplos são os casos de jovens que violentadas fisicamente, têm seus cabelos raspados, quando não abusadas sexualmente ou mortas, por se relacionarem com homens de facções ou comunidades diferentes ou por trair alguns homens do tráfico.

O caso dos bailes das comunidades são exemplos do reforço da desvalorização da mulher nutrido nesses eventos. Funks, e os próprios bandidos, o tipo de homem que Carol parece gostar de se relacionar, tratam as mulheres como simples objetos sexuais masculinos. É uma contradição se dizer feminista e se encantar pelo tipo de homem que justamente mais perpetua o machismo e a violência.

Além do mais, neste mesmo funk, ela diz "me mete a porrada, diz que sou piranha". O trecho pode até ser interpretado como uma violência contra a mulher.

Outro funk de sucesso da MC se chama "Vou Largar de Barriga", cujo um trecho é assim: "Ele chegou lá em casa pedindo um copo d'agua/ Vai rolar uma pentada, vai rolar uma pentada/ Pediu pra tomar banho se enrolou na minha toalha/ Vai rolar uma pentada, vai rolar uma pentada/ Eu não quero nem saber se você tem namorada/ Vai rolar uma pentada, vai rolar uma pentada". O resto é a narração de um casal que terá uma relação sexual, mas que o homem não assumirá a criança caso haja gravidez.

Apesar de ser um caso tosco, um trecho revela muita coisa sobre a funkeira. Quando ela diz "Eu nem quero saber se você tem namorada", a personagem estaria disposta a participar de um ato de traição, de dar lugar aos seus desejos mais egoístas ao invés de alertar a possível traída sobre as más intenções e infidelidade de seu namorado. Com a MC, parece não existir algo tão prezado pelo feminismo: a sororidade, a empatia, a união entre as mulheres.

E quando o assunto é infidelidade, a funkeira que se preocupa com as mulheres e os sentimentos delas parece esquecer da união feminina quando seus prazeres sexuais estão em jogo. Ela chegou a dizer: "Quem me deve fidelidade é quem está comigo, não a amante. Se eu quisesse ganhar dinheiro falando de feminismo, eu cantava Sertanejo". 

Portanto, para ela pouco importa se uma outra mulher sofrerá com a traição, em um caso de descoberta. Para MC Carol, a ícone levantada por movimentos feministas e pela grande mídia com a sua agenda, o mais importante são seus prazeres egoístas e sexuais, e não denunciar atitudes erradas das mulheres ou contra as mulheres.

Este é o tipo de gente, impulsionado pela grande mídia, que deseja ditar o comportamento das mulheres, que fala sobre o "poder feminino". É uma pessoa egoísta e que de verdade não liga para os sentimentos de outras mulheres e que, de acordo com seus funks, gosta de relacionar com um tipo de homem que reforça a violência na sociedade, principalmente contra o sexo feminino.

Esse é o tipo de gente que está despertando admiração em muitas jovens e que a grande mídia quer apontar como modelo de mulher a ser seguido.

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MC Carol: a ícone do feminismo que desvaloriza a mulher MC Carol: a ícone do feminismo que desvaloriza a mulher Reviewed by Unknown on 02:29:00 Rating: 5

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