Integrantes da ONU e de ONG's são denunciados por abusos sexuais


Por Wilson Oliveira*

O jornal britânico "The Times" denunciou a ONG Oxfam por contratar prostitutas no Haiti, após terremoto que devastou o país em 2010. De acordo com a publicação, quando a organização não-governamental chegou ao país para prestar uma ajuda humanitária no desastre natural que deixou mais de 300 mil mortos, funcionários, incluindo membros da cúpula, contrataram jovens haitianas para participarem de uma festa sexual.

A Oxfam se defendeu da acusação de uma forma nada enfática. A organização alegou que ainda em 2011, um ano após o ocorrido, iniciou um processo de investigação interna contra os membros que foram ao Haiti. Nessa investigação, foi diagnosticada uma "cultura da impunidade" na Oxfam. Porém, curiosamente, a ONG afirmou que não foi possível concluir se as jovens eram menores de idade.

Após a conclusão das investigações, Roland van Hauwermeiren, diretor da Oxfam na Inglaterra, renunciou ao cargo. Entretanto, ele não sofreu nenhum processo disciplinar por conta do ocorrido. Nesta semana, após o tema voltar a ficar no centro das atenções, a Oxfam divulgou um comunicado à imprensa negando que esteja acobertando crimes dos seus membros e afirmou que as acusações sobre a expedição de 2010 não foram provadas.

Não é a primeira vez que denúncias são feitas contra membros de expedições de ajuda humanitária internacional. Em 2016, foi a vez da Organização das Nações Unidas (ONU) ficar no foco desse tipo de polêmica. Uma criança africana teria relatado ter sido obrigada a fazer sexo oral em soldados franceses em troca de uma garrafa de água e um pacote de biscoitos.

Na ocasião, a própria ONU disponibilizou uma lista de países onde ocorreram as denúncias: Alemanha, Burundi, Gana, Senegal, Eslováquia, Madagascar, Ruanda, República Democrática do Congo, Burkina Fasso, Camarões, Tanzânia, Níger, Moldávia, Togo, África do Sul, Benin, Nigéria e Gabão.

De acordo com o portal de notícias G1, dos 99 casos denunciados em 2015, 69 foram de abusos cometidos por soldados em missões de paz e 30 por funcionários da ONU em outros setores. A entidade tem adotado uma linha de exigir que os próprios países façam uma investigação interna a respeito das denúncias. A ONG Code Blue, que atua monitorando as denúncias contra a ONU, criticou a linha de atuação da Organização das Nações Unidas revelando que os casos têm sido tratados por pessoas que ocupavam cargos de importância justamente nas expedições denunciadas.


*Wilson Oliveira é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside no Rio de Janeiro, é jornalista e editor-chefe de O Congressista.

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