Ninguém deveria estar feliz com a eleição de Andrés Sanchez no Corinthians


Por Thiago Sena
Do site Abre o Jogo

Andrés Sanchez foi eleito presidente do Corinthians no último sábado, 03/02/2018. Ele volta ao cargo que ocupou entre 2007 e 2011 após eleição tumultuada que rendeu protestos e brigas no Parque São Jorge, sede administrativa do Corinthians.

A eleição de Andrés Sanchez é um ponto a ser lamentado não penas por corinthianos, mas por todas as pessoas de bem que gostariam de um esporte, uma política e uma justiça mais limpa e transparente. Andrés, como se sabe, é amigo pessoal dos condenados Lula, ex-presidente da República e dos presos na Lava-Jato Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, presidentes da empresa que construiu a Arena Corinthians.

Deputado Federal pelo PT-SP, Andrés já foi acusado pelo Ministério Público Federal por sonegação fiscal, teria recebido R$ 2,5 milhões de caixa 2 pagos pela Odebrecht e ainda foi um dos citados na lista de Janot para abertura de inquérito e investigações na Lava-Jato, em março de 2015.

Muitos torcedores do Corinthians o enxergam com bons olhos devido ao suposto “sucesso” de seu primeiro mandato, visto que em sua gestão foi construído o novo Centro de Treinamento do clube, houve uma valorização da marca Corinthians, a construção da nova Arena e um grande sucesso desportivo. O jargão “rouba mas faz” é facilmente encontrado na boca de corinthianos ao se referir a Andrés.

O grande problema é que, este é um pensamento equivocado, pois sabe-se que o Corinthians, como clube de maior torcida da cidade mais rica do Brasil é uma potência por si só. O sucesso desportivo, como se sabe, pouco tem a ver com dirigente, mas sim com jogadores e treinadores. Já na parte administrativa, o trabalho em conjunto de vários profissionais que conseguiram, em primeiro plano não atrapalhar os projetos de crescimento do clube já foi suficiente para o salto dado. Colocar tudo na conta do Andrés é fazer demagogia e ter “político de estimação”.

Aliás, é sabido que o grande projeto assumido por Andrés foi o estádio. Ele sempre afirmou publicamente ser o grande mentor e responsável pelo projeto. Curiosamente foi o único projeto que teve superfaturamento, além de ser apontada como “presente” para Lula pelo próprio Odebrecht. Os naming rights, negócio pessoal assumido por Andrés, até hoje não saiu.

O Corinthians hoje é um grande prejudicado por uma arena superfaturada feita com a farra do dinheiro público, que inicialmente deveria custar no máximo 700 milhões de reais e atualmente tem valor de quase 2 bilhões.

A verdade é que ninguém deveria estar feliz com a eleição de Andrés Sanchez à presidência do Corinthians, pois figuras como ele, Zezé Perrella, e outras tantas personagens carimbadas da cartolagem esportiva são nomes sabidamente envolvidos com corruptores dos mais variados níveis da política nacional. Torcedores que apoiam cartolas como esses sob jargões demagogos como “rouba mas faz” são cúmplices das falcatruas que tanto vemos em nosso país e demonstram como a política do pão e circo é eficaz em anestesiar o povo e bestializá-lo na degradação moral que assola nosso país.

Disponibilizo abaixo alguns áudios e vídeos vazados em que Lula, ao lado de Andrés Sanchez, admite ter começado a obra sem contrato assinado e que apenas Andrés, Lula e Emílio Odebrecht mexeram com a parte financeira do estádio.





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