Que diabo de país e esse?


Por Ruben Guanais

Pedro Henrique Monteiro Araújo virou herói nacional. O indivíduo em questão, quando chefe de um grupo de escoteiros, estuprou três crianças, de 10, 9 e 8 anos, e publicou vídeos e fotos dos crimes na internet. Herói nacional? Exatamente. É dessa forma que está sendo tratado pela imprensa. O motivo: segundo as fake news, ele teria passado em primeiro lugar no vestibular.

Ora, temos aqui um estuprador contumaz, pedófilo, que se prevaleceu da autoridade que tinha sobre as vítimas para a prática criminosa, e que, ainda por cima, se vangloriou pelos crimes cometidos. Foi sentenciado a 54 anos de cadeia, o que, logo de cara, da ensejo à pergunta: como pode um sujeito, bactéria do excremento do cavalo do bandido, reincidente, um perigo para a sociedade, ser condenado a pena que não seja a perpétua? Menos que isso é incentivo. Mas espera, não existe prisão perpétua no Brasil. O Código Penal prevê, no artigo 75, que o cumprimento máximo de penalidade não pode ser superior a 30 anos. Ou seja, isso garante que nem mesmo os 54 anos que pegou serão cumpridos, na prática.

Mas Pedro Henrique, estuprador de vulnerável (crime hediondo), teria sido, segundo veículos de comunicação como o G1, "aprovado em 1º lugar no curso de Cinema e Audiovisual da UFPA". Seria esse um motivo para trazer a público o "heroismo" de um criminoso? Será que os jornalistas e chefes de redação responsáveis por matéria com esse grau de torpeza pensaram nas vítimas, nas famílias das vítimas, nos amigos das vítimas, ou na sociedade como um todo?

Ocorre que o publicado no site da Globo e outros, além de ser imoral, é mentira. A verdade é que o pervertido conseguiu a vaga através do sistema de cotas, para "pretos, pardos ou indígenas", com a nota sofrível de 682,16. Mas ganhou notoriedade por se tratar de um "detento". Não fosse esse detalhe sórdido, não seria notícia. Detalhe: o "jornalista" do G1, por má fé ou má formação, sequer informa o crime do sentenciado.

A esquerda brasileira segue à risca a recomendação dos pensadores da Escola de Frankfurt, que chegaram à conclusão de que a classe proletária teve ganhos com o capitalismo, e sendo assim o "nós contra eles" proposto por Marx teria que contar com outro público: os marginais. É essa a origem do clichê "bandido é vítima da sociedade". É isso o que leva a senadora pelo PCdoB, Vanessa Grazziotin, a gravar propaganda pedindo votos para uma traficante condenada, a chamando de "jovem talentosa", e explica absurdos como o da pseudointelectual Marcia Tiburi, queridinha da esquerdalha, que afirmou, recentemente, ser "a favor do assalto". Ou agora, matérias comemorando vestibular de estuprador.

Proteger e elogiar bandido virou moda. Vivemos em um país onde Suzane von Richthofen, que cumpre pena pelo assassinato de quem lhe deu a luz, tem direito a sair da cadeia para comemorar o Dia das Mães; um país onde Lula da Silva, mesmo condenado a 12 anos, em segunda instância, por corrupção e lavagem de dinheiro, insiste em ser candidato a presidente, e encontra arrego na imprensa. Mesma imprensa que agora presta homenagem a bandido. Que diabo de país é esse?


*Ruben Guanais é corretor de imóveis, nano empresário, jornalista sem CLT e em função da cachaça que corre nas veias, idealizador e coordenador da página Trincheira da Liberdade, conservador, minarquista, que acredita no indivíduo livre e responsável como mola propulsora da evolução da sociedade.
Que diabo de país e esse? Que diabo de país e esse? Reviewed by O Congressista on 22:41:00 Rating: 5

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