Tudo o que você precisa saber sobre a chacina na Flórida

Esta foto fornecida pela prisão do Condado de Broward mostra Nikolas Cruz.  As autoridades dizem que Cruz, um ex-aluno abriu fogo no Marjory Stoneman Douglas High School em Parkland, Flórida, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018, matando mais de uma dúzia de pessoas e ferindo várias.  (Cadeia do Condado de Broward via AP)

Por Pedro Augusto

Um jovem chamado Nicolas de Jesus Cruz, 19 anos, entrou em uma escola no estado da Flórida nos Estados Unidos e matou 17 pessoas com um fuzil AR-15.

Ao que se já sabe, o atirador estudou ano passado no local e de acordo com um professor, "Houve problemas com ele no ano passado, ameaçando estudantes e acho que ele foi convidado a deixar a escola". Ele também relatou que a presença do jovem no local estava proibida. Apesar da não confirmação, acredita-se que o jovem levou munição em uma mochila.

O site The Daily Mail informou também que o adolescente foi expulso da instituição por causa de problemas disciplinares que ainda não se sabem quais. O jornal também  informou que os investigadores já relataram que o atirador publicava coisas "perturbadoras" em redes sociais.

De acordo com a Fox News, Nicolas Jesus Cruz seguia grupos de resistência na internet, como grupos de resistência da Síria e sobre a guerra do Iraque. Também se descobriu que há alguns dias ele estava em um bate-bapo no You Tube sobre a construção de bombas.

Colegas de escola também relataram que ele era muito quieto e "estranho". Outros informaram que o assassino falava muito de armas.

Um outro relato mostra que o FBI pode ter sido avisado sobre a periculosidade do adolescente. Um youtuber chamado Ben Bennight fez uma denúncia em setembro do ano passado após ver um comentários de um "Nikolas Cruz" em um comentário de seus vídeos que dizia: "Eu serei um um atirador em alguma escola". Ainda não há confirmação se o autor do comentário e o assassino são as mesmas pessoas, porém, a polícia ainda investiga.

Um herói na escola

O treinador do time de futebol americano chamado Aaron Feis foi o primeiro morto a ser identificado. Ele entrou na frente do atirador para proteger os alunos e os ajudarem a escapar.



Um aluno relatou que: "Nós deixamos a sala de aula, que [meu professor] bloqueou a porta, para que pudéssemos sair, e quando as pessoas estavam a meio caminho da escada ele simplesmente parou. O alarme parou e ouvimos disparos vindos do primeiro andar, do segundo andar".

Feis também era um segurança privado da instituição. Porém, não portava armas porque é proibido o uso em escolas da Flórida.

As fake news da imprensa e dos grupos anti-armas

Como é de costume, comentaristas, políticos e jornalistas já alardearam algumas falsas informações para o público.

Conforme relatou o site The Daily Wire, é falso o número de que houve neste ano 18 tiroteios em escolas nos Estados Unidos. Em um incidente de 3 de janeiro, um homem atirou em um antigo estacionamento da escola. No dia 10 de janeiro, um adolescente se matou em uma escola primária do Arizona. Em 4 de janeiro, um tiro foi disparado em uma escola secundária em Seattle através de uma janela de escritório; ninguém foi ferido. Em 10 de janeiro, um tiro foi disparado quebrando uma janela da sala de aula da Universidade do Estado da Califórnia . Não foram relatadas lesões. No mesmo dia, no Texas, uma bala foi acidentalmente disparada através de uma sala de aula no Grayson College Criminal Justice Centre. Ninguém ficou ferido. Em 15 de janeiro, uma bala percorreu o dormitório de um salão residencial. Não foram relatados ferimentos. No dia 25 de janeiro, um estudante do ensino médio do Alabama, atirou uma arma no campus. Ninguém ficou ferido. Em 26 de janeiro, em Dearborn, Michigan, disparos foram feitos de um carro em um estacionamento, nenhum ferimento foi relatado. Em 5 de fevereiro, em Maplewood, Minnesota, uma pessoa puxou o gatilho da arma de um policial. Ninguém ficou ferido. No dia 8 de fevereiro, em Nova York, um tiro foi disparado dentro de uma escola. Ninguém ficou ferido.

No casos onde uma pessoa foi feriada além do atirador, ocorreu no dia 22 de janeiro, no Texas, onde uma adolescente foi ferida por tiros de uma arma semi-automática. No mesmo dia, em Gentilly, Louisiana, um menino de 14 anos ficou ferido em um tiroteio. No dia 1 de fevereiro, Los Angeles, Califórnia: cinco crianças ficaram feridas após tiros serem disparados acidentalmente. Em 5 de fevereiro no Maryland, um adolescente foi baleado e ferido fora de uma escola secundária.

Houve morte somente nos casos do dia 20 de janeiro, Winston-Salem, Carolina do Norte, onde um jogador de futebol americano foi baleado e morto. No dia 23 de janeiro no Kentucky, duas pessoas foram mortas e outras 15 foram baleadas na escolas. Em 31 de janeiro, após uma briga em uma escola secundária da Pensilvânia, um homem de 32 anos foi baleado e depois morreu.

Portanto, muitos desses "tiroteios" foram disparos acidentais ou ocorreram fora das escolas. Sem contar com o caso da Flórida três morreram e 17 feridos.

As palavras do presidente

Donald Trump usou o seu Twitter para falar da tragédia.

"Minhas orações e condolências às famílias das vítimas do terrível tiroteio na Flórida. Nenhuma criança, professor ou qualquer outra pessoa deve nunca se sentir inseguro em uma escola americana".

"Tantos sinais de que o atirador da Flórida era mentalmente perturbado e foi expulso da escola por comportamento ruim e errático. Os vizinhos e os colegas sabiam que ele era um grande problema. Devemos sempre relatar tais instâncias às autoridades, repetidas vezes!".

*Pedro Augusto é estudante de jornalismo, conservador burkeano e tem interesse por Economia e Política Internacional. É sub-editor-chefe de O Congressista e editor da seção Expresso News. 
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