Escândalos e omissão: conheça a trajetória de Alckmin na política

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Por Pedro Augusto

Geraldo Alckmin. O que para muitos será a "solução de centro" para o Brasil é um nome antigo na política brasileira.

Nascido em Pindamonhangaba (SP), em 1957 e formado em medicina, começou a sua carreira política aos 19 anos, no ano de 1972, como vereador do município natal. Quatro anos depois se candidatou à prefeitura do mesmo lugar e foi eleito. Em 1982, foi deputado estadual e 1986 deputado federal. Todos pelo na época MBD e estado de São Paulo.

Após o fim da década de 1980, ele se filiou ao PSDB e ajudou na criação do partido. Durante este período e nos anos de 1990, Alckmin se reelegeu ao Congresso e foi por 8 anos vice-governador de São Paulo até chegar à frente do estado em 2002, 2010 e 2014.

Essa longa caminhada política, como é de costume do meio, foi recheada de escândalos.

Em 1997, quando Alckmin era vice-governador de São Paulo, iniciou-se um caso de corrupção que durou até o ano de 2013 por causa de uma delação que revelou a verdade.

De acordo com denúncias e investigações, a empresa Alstom pagou propinas a governos de alguns estados brasileiros. Para piorar, em 2008, o jornal norte-americano The Wall Street Journal revelou a existência de 11 investigações contra Alstom sobre o pagamento de propinas. O caso atingia obras do Metrô de São Paulo e funcionários do governo. Um funcionário da Siemens também também denunciou práticas ilegais. A Polícia Federal indiciou 10 funcionários da gestão Mário Covas (PSDB) por prática de corrupção. Embora o nome de Alckmin não esteja envolvido diretamente, o caso mostra a falta de linha dura contra a corrupção em gestões tucanas.

Isso pode confirmar uma declaração de um ex-tucano sobre o governo Alckmin. O ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filó, em delação premiada, acusou o governo estadual de São Paulo de ser omisso quando o assunto é corrupção.

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Alckmin e Acir Filó

Um outro caso recente também pode confirmar essa acusação: o Escândalo das Merendas. De acordo com delações para o Ministério Público Federal, um lobista entrava em contato com políticos e órgãos do governo de São Paulo para que a Coaf fosse à empresa escolhida em contratos de licitações na venda de sucos de laranja. O lucro chegava a 90% e a propina girava em torno de 5% a 25% do valor dos contratos. Dentre os beneficiados pelo esquema estão o ex-chefe do gabinete da Casa Civil do governo de Alckmin, Luiz Roberto Santos; o deputado-estadual, Fernando Capez (PSDB) e o deputado-federal, Duarte Nogueira Jr.

Alckmin na Lava Jato

Na operação que complicou a vida de velhos conhecidos da política brasileira, o nome do tucano não ficou de fora. De acordo com uma delação premiada, o pesedebista teria recebido R$ 10,7 milhões em caixa 2 do departamento de propinas da Odebrecht  para as campanhas de 2010 e 2014.

Do total, R$ 2 milhões foram para a campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010 e o restante em 2014. O valor teria sido recebido pelo cunhado do governador de São Paulo, o empresário Adhemar Cesar Ribeiro.


Ações nada legais

No Brasil ninguém mais aguenta tantos impostos. Só em 2017, os brasileiros trabalharam 153 dias (praticamente 5 meses) somente para pagar os tributos. Porém, parece que o tucano não se importa com isso.

Como governador de São Paulo, ele já duplicou o imposto sobre revenda de carros, aumentou as taxas sobre a cerveja, cigarro e da carne. Em 2011, ele também aumentou os tributos de 76 tipos de eletrodomésticos. Talvez seja por isso que ele ele tenha falado que "o liberalismo completo é incivilização".


A ideologia de gênero no governo Alckmin

Embora o tucano seja visto por diversos setores como alguém "conservador", a sua administração instituiu uma medida defendida pelos apoiadores da ideologia de gênero.

O governo de São Paulo permitiu, em 2017, os alunos das escolas públicas do estado a usarem banheiros conforma sua identidade de gênero.


*Pedro Augusto é estudante de jornalismo, conservador burkeano e tem interesse por Economia e Política Internacional. É sub-editor-chefe de O Congressista e editor da seção Expresso News. 
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