Morte de vereadora do PSOL escancara como esquerda atrapalha


Por Wilson Oliveira

Os progressistas mais atrapalham do que ajudam. E aqueles que talvez não se enquadrem nessa categoria, mas que são bizarramente covardes, também complicam tudo. A morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL, é uma triste constatação: a violência pode se voltar contra qualquer um, inclusive àqueles que tentam desconfigurar a realidade.

Ninguém será vencedor com o enfraquecimento da Polícia (como deseja o partido da vereadora, sob a égide da desmilitarização). Os policiais, ou, mais especificamente, o aparato militar, não são os usurpadores da paz, mas sim uma reação a essa onda que tira a vida das pessoas deliberadamente - no RJ e no Brasil.

Existe um consenso entre a esquerda e a direita que vivemos num país muitíssimo violento, mas é discrepante a diferença sobre as causas. Também podemos riscar da lista o "capitalismo" ou a "desigualdade", pois isso é perfume para disfarçar o forte odor da vida real e permitir mais mortes como a da vereadora. Outra vez é preciso olhar pra impunidade.

Se esses assassinos estivessem presos, não teriam matado a parlamentar psolista. Assim como se encarcerados estivessem, os assassinos das outras milhares de vítimas de todos os anos não teriam cometido seus crimes. Ou, talvez, fosse suficiente o medo, não o nosso, mas dos marginais - de serem punidos - para frear algumas ações criminosas.

A dor que os parentes e amigos da Marielle estão sentindo neste momento é a mesma dor que milhares de famílias sentem por ano. Eu tenho três sentimentos sobre o ocorrido: tristeza, por mais uma morte; indignação, por lembrar que a construção de presídios é um assunto-tabu no Brasil; e desapontamento, por saber que nem com esse episódio os progressistas irão cair na real.

A covardia dos criminosos aumenta conforme cresce a frouxidão das autoridades, cada vez mais omissas. Soluções fantasiosas não levam ninguém ao progresso, mas podem levar à morte.


*Wilson Oliveira é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside no Rio de Janeiro, é jornalista e editor-chefe de O Congressista.
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