Rótulo para os mortos


Por Léo Fernandes

De quarta-feira pra cá, você deve ter escutado, lido e visto muitas notícias a respeito da morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL-RJ. A ativista foi executada com quatro tiros na cabeça em seu carro oficial. O motorista, Anderson Pedro, também foi atingido e morreu.

Pois bem, acredito que até a manhã de quinta-feira ninguém tinha ouvido falar na vereadora antes. Assim que se confirmou a notícia do assassinato dela, os tais “movimentos sociais”, os “partidos de esquerda” e outros, começaram a tratá-la como mártir. O corpo da mulher nem havia esfriado e a esquerda fez o que é especialidade dela: transformar morte em palanque político. 

A primeira atitude que eles tomaram foi acusar a Polícia Militar pelo assassinato, já que para a esquerda a culpa de toda desgraça e violência no Rio de Janeiro é da PM e não dos “pobres excluídos vítimas da sociedade”. Logo após começaram com a rotulação que eles adoram fazer: “morreu por que é negra, favelada, lésbica e mulher”. O que mais me incomoda é o seguinte: o socialismo sempre lutou por igualdade de classes e tal, porém vivem rotulando as pessoas e situações. Se você não se enquadra no que eles pensam, você é um “coxinha, reacionário, branco opressor, fascista, taxista, dermatologista, etc...” 

O fato é que a esquerda já tem o cadáver para chamar de seu e está usando com o mais baixos objetivos. Um deles, é tentar atrapalhar a intervenção federal nas favelas do Rio de Janeiro, pois, atualmente, o Rio está muito longe de ser uma “Cidade Maravilhosa”. Por aqui, a bandidagem está tendo muito mais direitos que o cidadão comum (outra pauta muito presente em partidos de esquerda, principalmente o PSOL e os defensores dos “direitos humanos”). 

É impressionante como Marielle ganhou todo esse destaque apenas pelos adjetivos dados por seus co-partidários de “negra, mulher e favelada”. É como se ela tivesse mais valor que o pai de família que morreu na frente do filho no mesmo dia ou do policial que foi assassinado na UPP do Andaraí. Até por que só no ano passado morreram mais de cem policiais apenas no Rio de Janeiro e não vi nenhuma passeata de iniciativa desses partidecos, pelo contrário, eles querem o fim da Polícia Militar. E se a PM acabar, vão chamar o Batman, Super-Homem, Cavaleiros do Zodíaco para combater o crime???? 

Dizem que a alma não tem cor e quando morremos somos todos iguais, mas na visão dos “justiceiros sociais”, “socialistas de iPhone que comem no Mc Donald's e bebem café no Starbucks”, a alma tem cor, ideologia partidária, classe social, etc, caso contrário, não merece o mínimo de respeito. Marielle é mais uma que entra nas estatísticas dos 60 mil mortos por assassinato no Brasil, simples assim. 

 Ou seja: Rotularam até os mortos.
Rótulo para os mortos Rótulo para os mortos Reviewed by Leo Fernandes on 09:29:00 Rating: 5

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