Escândalos ocultos e um passado comunista: veja trajetória de Marina Silva

Resultado de imagem para marina silva

Por Pedro Augusto

Pela terceira vez, Marina Silva tenta chegar à presidência. Em terceiro lugar nas eleições de 2010 e 2014, ela procura novamente ser a presidente do país, apesar de não estar tão forte como nos anos anteriores.

A pré-candidata da Rede teve um inicio de vida difícil em meio a precária produção da borracha, e só foi alfabetizada aos 16 anos. Dez anos depois se formou em história pela Universidade Federal do Acre quando começou a sua militância política.

Neste período, ela começou a sua formação intelectual influenciada pela Teologia da Libertação, uma tentativa de misturar cristianismo com o marxismo-leninismo. Em uma entrevista à Marie Claire ela disse: "Nesse período, descobri a teologia da libertação e me encontrei. Era uma visão de fé e de Deus que incluía a defesa dos seringueiros e dos índios, um engajamento com o qual me identificava".

Ao ser perguntada sobre se o marxismo chegou a abalar sua fé, respondeu: "Quando entrei em contato com o marxismo-leninismo na universidade, sim, problematizei minha fé. Olhando para tudo aquilo, agradeço profundamente a Deus porque mesmo as obras que não têm cunho religioso acabaram fortalecendo minha fé. Depois desse “encontro de contas” com o marxismo-leninismo e com a psicanálise, que é de uma influência muito grande, saí dos dogmas, das caixinhas fechadas, da dualidade opositiva para olhar melhor para a complexidade e verificar paradoxos. Por exemplo, não consigo deixar de perceber lampejos do amor e do brilho de Deus na filosofia de Hannah Arendt. Quando ela fala sobre o poder do irreversível e do imprevisível na condição humana é algo que me emociona, filosófica, intelectual, mas também espiritualmente". Talvez as suas influências intelectuais da juventude expliquem o motivo dela ter participado do Partido Revolucionário Comunista.

Junto com Chico Mendes fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre e filiou-se ao PT em 1980. Foi eleita como vereadora por Rio Branco em 1988, deputada estadual, senadora por duas vezes, além de ser nomeada como ministra do Meio Ambiente no governo Lula.

Em 2010, ela concorreu à presidência pelo Partido Verde (PV). Nessa ocasião ela teve como companheiro de chapa o empresário Guilherme Leal, dono da Natura, uma das maiores financiadoras da ideologia de gênero no Brasil. A companhia apoiou financeiramente o Instituto Ethos que está junto com o Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Gênero. Ambos apoiam a ideologia de gênero. Quem também apoia a iniciativa é o Banco Itaú, cujo uma das herdeiras é Maria Alice Setubal apoiadora de Marina na última eleição. Apesar de uma profissão cristã, a pré-candidata não hesitou em receber apoio de quem financia projetos contrários a sua fé.

Resultado de imagem para marina silva guilherme leal

No ano de 2014, a líder da Rede seria vice-presidente na chapa com Eduardo Campos que morreu durante a campanha. Ela então se tornou a candidata do PSB e seu vice seria Beto Albuquerque, que recebeu uma doação de R$ 30 mil na campanha de 2010 da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições, cujo um dos filiados é a Taurus e Companhia Brasileira de Cartuchos. Marina Silva é desarmamentista, mas assim como no caso da ideologia de gênero, ela é capaz de estar com quem apoia ou se beneficia projetos totalmente contrários as suas convicções. Uma prova de que ela quer apoio de vertentes ideológicas diferentes ou de que ela consegue jogar em qualquer área só para chegar ao poder?

Marina Silva na Lava Jato

Apesar de não ter sido denunciada Lava Jato, o nome da pré-candidata foi citado em depoimentos à operação. De acordo com Alexandre Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, a campanha da candidata em 2014 recebeu da empreiteira cerca de R$ 1,25 milhão em recursos declarados à justiça. O executivo também afirmou que Marina Silva e Marcelo Odebrecht tiveram "uma conversa de aproximação" sem "contrapartidas".

Quem também fez revelações sobre supostas ações ilegais da pré-candidata foi o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. De acordo com sua delação premiada, ele repassou dinheiro de caixa 2 para a campanha de Marina à presidência em 2010. O dinheiro teria sido pedido por Guilherme Leal, sócio da Natura e candidato a vice-presidente na chapa de Marina na ocasião, e Alfredo Sirkis, um dos coordenadores da campanha do Partido Verde.


A família de Marina na mira da justiça

O Marido da ex-ministra do Meio Ambiente, Fábio Vaz foi alvo de uma ação civil por improbidade administrativa. Ele e outros 18 réus foram denunciados pelo Ministério Público por terem aprovado um projeto da Usimar Componentes Automotivos no Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia. Segundo o MP, o projeto que nunca saiu do papel resultou em um prejuízo de R$ 44,15 milhões.


*Pedro Augusto é estudante de jornalismo, conservador burkeano e tem interesse por Economia e Política Internacional. É sub-editor-chefe de O Congressista e editor da seção Expresso News. 
Escândalos ocultos e um passado comunista: veja trajetória de Marina Silva Escândalos ocultos e um passado comunista: veja trajetória de Marina Silva Reviewed by Unknown on 19:53:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

Tecnologia do Blogger.