"O mercado que tome rivotril",diz pré-candidato do PSOL

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Em entrevista à BBC Brasil, o pré- candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos,  e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ao falar se seria um um plano b de Lula disse que "Seria um desrespeito da minha parte num momento como esse querer me colocar como alternativa eleitoral ao Lula, que é candidato. O PT manteve a candidatura de Lula, que está sofrendo uma injustiça brutal, em relação à qual eu sou solidário. Eu não vou cometer esse equívoco porque eu acho que, mais que um erro político, seria um desrespeito em relação a todo sofrimento e injustiça que ele está recebendo neste momento".

Sobre a sua forma de governar, ele disse que "Queremos uma participação popular permanente. Nós queremos plebiscitos e referendos para temas fundamentais, a começar para no dia 1º de janeiro de 2019 um plebiscito para que o povo decida se quer revogar as medidas tomadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Sem isso não se governa o Brasil".

Ao responder se isso não seria uma forma de tirar poderes do legislativo ele disse que "Nós precisamos criar esses canais de escuta e de definição que não existem hoje no Brasil. E reitero que eu não estou propondo nenhuma invenção da roda. Isso existe em várias partes do mundo. A Suíça faz mais de dez plebiscitos por ano. O Uruguai faz plebiscitos. Os Estados Unidos, que não podem ser exatamente acusados de comunistas, fizeram plebiscito agora na Califórnia, fazem plebiscitos. Vários países latino-americanos fazem plebiscitos, escutam as pessoas. O nome disso não é autoritarismo para fechar o Congresso. O nome disso é simplesmente democracia".

Para defender a sua pauta econômica, ele disse que "No Brasil, não falta dinheiro. O Brasil é uma sétima economia do mundo. O dinheiro está mal distribuído. Nós temos que mexer numa reforma tributária profunda e progressiva. O sistema tributário brasileiro está baseado em arrecadação sobre consumo, que é profundamente regressiva, que não tem justiça tributária. O que seria num Estado que opere para a justiça social? Quem tem mais paga mais, quem tem menos paga menos. É assim em boa parte do mundo". Ele também afirmou que "O caminho para estimular economia não é desonerar o setor privado. No meu entendimento, o caminho para estimular a economia é investimento público direto em áreas fundamentais, dei exemplos, de infraestrutura social, que trazem uma série de benefícios para o conjunto da sociedade, ao mesmo tempo que geram emprego. Você pega a construção de moradias populares. O setor da construção civil é um dos mais intensivos em mão de obra, gera bastante emprego. Se você fortalece o Minha Casa, Minha Vida, de algum modo fez isso".

Em relação as elites e classe médias aceitarem o seu plano, ele disse que "Não dá para convencer a todos. Tem alguns, inclusive, que eu até abro mão de convencer. O 1% dessa elite econômica, eu não acredito exatamente que eles considerem as políticas que nós defendemos boas para eles. No momento que nós estamos e, numa sociedade dividida e polarizada, não é possível governar para todos. Nós queremos enfrentar interesses. Interesses poderosos. Nós queremos governar pelos 99%. Essa é a nossa decisão. Governar para os 99% significa enfrentar os privilégios do 1%, uma elite financeira que só espolia o país, que leva nossas riquezas lá para fora. O Brasil para eles é uma plataforma de acumulação e não deixam nada aqui. Nós queremos enfrentar a lógica de uma economia que exclui e de um Estado que não representa as maiorias. É enfrentar as oligarquias políticas que mandam no Brasil, o grande setor econômico que dá as cartas por aqui. O debate que nós temos que fazer com a sociedade é que hoje esse é o único caminho possível para que os 99% possam ter futuro. Do jeito que a coisa vai, se não houver uma reversão, perspectiva de futuro não vai existir para a maioria do povo brasileiro. Nós temos 30% de desemprego entre jovens. O cenário é muito grave. Nós precisamos ter propostas contundentes de enfrentamento de rupturas nesse sentido. O papel da minha campanha não é acalmar o mercado. O mercado que busque tomar Rivotril. O papel da nossa campanha é defender o que a gente acha que tem que se defender para a maioria do povo brasileiro. É transformar maiorias sociais em maiores políticas. Isso significa confrontar interesses e significa enfrentar privilégios porque não tem outro caminho".

A entrevista completa pode ser lida aqui
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