Amedrontado com a oposição, governo sueco passa a controlar imigração

Por Fellipe Luiz Villas Bôas

A crise migratória de 2015 e a pressão da população levaram o país, um dos mais benevolentes da UE, a manter o mínimo exigido para União Europeia.


Há poucos meses das eleições legislativas suecas, que ocorrem em 9 de Setembro, a migração e a questão da segurança estão no coração da campanha. O partido de direita, os Democratas da Suécia, cresce fortemente por ser anti-imigração. O que forçou governo do social-democrata de Stefan Löfven a recrudescer mais sua política de migração para tentar conter o avanço dos direitistas.

Depois de 2015, uma pausa na política de migração

No auge da crise dos migrantes, a Suécia era segundo país que mais recebia refugiados per-capta na Europa, atrás da Hungria.


2015 é um ano marcante para o país, que tem um número recorde de requerentes de asilo de mais de 160.000. Diante desse fluxo maciço de imigrantes e diante das dificuldades das instituições competentes, que não conseguem mais acomodar imigrantes, o governo decretou a introdução de controles nas fronteiras em 12 de novembro de 2015.

Esses controles colocaram um freio significativo para os pedidos, a maioria dos refugiados que chegavam pela costa sul da Suécia, e especialmente da Dinamarca, através da ponte de Oresund, que é a única fronteira materializada entre os dois países.


Para complementar o endurecimento nas políticas migratórias, o governo adotou as primeiras medidas para reforçar o controle em junho de 2016. Elas eram inicialmente apresentadas como temporárias, na espera de um sistema comum na distribuição de requerentes de asilo a nível da União Europeia. No entanto, na ausência de um acordo, a Suécia continua com este sistema em 2018. De uma política de asilo considerada benevolente, a Suécia passa para o "mínimo estritamente europeu".


O espectro político

Essas restrições impostas pela coalizão do governo causaram controvérsias. Os sociais-democratas, no poder com os Verdes, são acusados de mudar a política para atrair os votos dos "Democratas Suecos" e dos conservadores em geral.


E a mudança é justificável: os Democratas da Suécia ocuparam um lugar importante no cenário político sueco. Terceiro partido no Parlamento, com 13% dos assentos, sua popularidade aumentou com a crise dos imigrantes em 2014. O partido tem uma base forte no sul do país, Skåne, a principal região de entrada de migrantes , onde ele registra suas melhores pontuações eleitorais.


Segundo os institutos Novus e Ipsos, hoje os Democratas da Suécia estão tecnicamente empatados com os dois maiores partidos, o que mostra que a União Europeia corre risco também no país nórdico.


*Fellipe Villas Boas é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside em São Paulo, é estudante de direito e articulista de O Congressista.
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