Deslealdade comunista: Coreia do Norte mais uma vez trapaça


Por Wilson Oliveira
Com a colaboração de Fellipe Luiz Villas Bôas

Após o mundo respirar aliviado com a intenção da Coreia do Norte de selar o fim das divergências com a vizinha do Sul, parece que todo o esforço está indo abaixo, como um castelo de areia diante de um vendaval. E não é a primeira vez que a Coreia do Norte trapaça mostrando a velha e conhecida deslealdade comunista.

O governo norte-coreano chegou a anunciar em abril que realizaria uma cerimônia para o desmantelamento do local que serve para seus testes nucleares, com a presença da imprensa chinesa, russa, americana, britânica e sul-coreana. Imagens de um satélite de monitoramento norte-americano chegaram a mostrar os preparativos necessários para a desativação de Punggye-ri.


Mas na última sexta-feira (18/05) começou o recuo do ditador Kim Jong-un afirmando que iria reconsiderar o encontro com o presidente Donald Trump, marcado para 12 de junho em Cingapura, denunciando uma pressão norte-americana para que a Coreia do Norte abandone unilateralmente seus programas nucleares. Trump respondeu dizendo que Pyongyang não será afetado com um acordo de desnuclearização, e que o modelo líbio - ao qual Kim se opõe ferozmente - não é o mesmo que será oferecido aos norte-coreanos.

Apesar dos esforços americanos para essa reaproximação, parece que o problema entre as duas Coreias está crescendo novamente. Voltou à tona um caso de 2016, quando 12 mulheres desertoras norte-coreanas chegaram a Seul usando máscaras e roupas coloridas. Na época, o governo sul-coreano declarou que aquelas deserções aconteceram por livre espontânea vontade, enquanto a Coreia do Norte denunciou se tratar de um sequestro.


As recentes movimentações por uma reaproximação fizeram Seul ficar mais flexível sobre esse caso e aceitar abrir uma investigação a respeito dessas deserções. Mas a Coreia do Norte não se mostrou satisfeita com essa medida e exigiu o retorno imediato das 12 mulheres, alegando que essa atitude comprovaria a disposição da Coreia do Sul por um acordo entre as vizinhas.

Essa exigência levantou uma preocupação em Seul, que conta com a reaproximação para remediar casos de famílias que estão separadas desde a Guerra das Coreias, ocorrida entre os anos de 1950 e 1953. Para complicar ainda mais a situação, um gerente de um restaurante chinês deu uma entrevista assumindo ter executado um plano de fuga das 12 mulheres, e que esse plano teria sido orquestrado pelo governo da Coreia do Sul.

Do lado dos Estados Unidos, a possibilidade de acordo entre as Coreias sempre foi vista com bastante cautela e até mesmo com um grau de desconfiança. Nomeado neste mês por Donald Trump como embaixador americano na Coreia do Sul, o almirante Harry Harris foi enfático ao dizer: "Washington não pode entrar excessivamente otimista sobre o resultado e precisava ficar de olhos bem abertos".

A lição que vai se desenhando é que mais uma vez um comunista comprova que não é possível confiar em comunistas.
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