Morte de Alfie Evans e a tirania do Estado moderno progressista


Por Henrique de Souza

No dia 28 de abril, morreu Alfie Evans, um bebê britânico de 2 anos que sofria de uma doença degenerativa. Ele estava internado desde 2016 e resistiu bravamente.

Os pais de Alfie lutaram firmemente na justiça e houve diversa campanhas por todo o mundo para que os pais conseguissem lutar pela vida de seu filho.

Mas após várias batalhas judiciais, o direito à vida do bebê foi negado, os médicos disseram que nada poderia ser feito, e cruelmente cortaram até comida do paciente.

Os pais de Alfie queriam apenas o direito de retirar seu filho do hospital e tratá-lo em outro lugar. O Papa Francisco apoiou o pedido dos pais e o governo italiano concordou em recebê-lo em seu país para o tratamento.

O triste caso não difere em nada do também recente caso de Charlie Gard e trata-se da tirania do Estado secular e progressista atual que se recusa a reconhecer o direito natural. O Reino Unido já permite o aborto, e agora permite a eutanásia e eugenia disfarçada de compaixão pelo próximo, mas não consigo ver compaixão na brutalidade que é tirar uma vida de uma criança inocente que lutava por ela e se recusava a morrer desde 2016. A luta pelo tratamento de Alfie poderia trazer avanços na cura dessas doenças raras, e também mesmo que ele não sobrevivesse, ele tem o direito à vida e deve ser respeitado, mesmo que vivesse apenas por 1 segundo.

É importante ressaltar que o juiz Andrew Mcfarlane é um ativista da agenda LGBT, ou seja, é mais um revolucionário equivalente à Barroso do STF que está interessado no avanço da revolução cultural e destruição dos valores do ocidente.


E uma parte revoltante dessa história é a cobertura da mídia. O que ocorreu na Inglaterra foi um crime, um crime bárbaro contra a humanidade, uma eugenia escancarada, que a grande mídia apenas ignorou o caso, e quando noticiou não deu a devida importância, não deu nenhum tom de comoção ao gravíssimo caso.

Infelizmente não foi o primeiro e não será o último caso como esse, como diria Burke, basta que os bons não façam nada para o mal se propagar, e se nada for feito urgentemente, a Europa e o mundo civilizado que conhecemos será destruída e o progressismo será responsável por um imenso retrocesso.

                                   
Torcida de um clube polonês de futebol mostrando apoio a Alfie Evans, Polônia é um país católico reconhecidamente engajado na luta pró-vida.

*Henrique S. R. Silva é estudante de engenharia química da UNFESP. É um conservador tradicionalista, católico, foi influenciado pelas ideias do liberalismo clássico. Defende o liberalismo econômico, a liberdade individual, a família tradicional,a monarquia, o Estado mínimo e é radicalmente pró vida.
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