Vereador do PSOL ataca Israel por apoio a Parada Gay de Sp

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O vereador David Miranda (PSOL-RJ) publicou uma nota de repúdio contra Israel por ter apoiado a Parada Gay de São Paulo.

O apoio de Israel veio através de um trio elétrico na Parada Gay de São Paulo, além do convite um grupo para participar do evento ao som de um DJ israelense, que vestia uma camiseta desenhada pelo estilista Alexandre Herchcovitch. “Israel respeita a diversidade. Não importa a religião, o gênero, a raça”, disse a cônsul de Israel em São Paulo, Dori Goren. “Esses partidos apoiam o Irã, que é o país que mais condena pessoas à morte. E muitas são homossexuais.”

Miranda postou o seguinte em suas redes sociais:

"Nós, da Setorial LGBT estadual do PSOL/SP, repudiamos a presença Estado de Israel, através de seu consulado, na 22ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo pois o país pratica uma política notoriamente de Apartheid e genocida contra o povo palestino. É inadmissível um evento que diz celebrar o amor, a igualdade e a diversidade aceite o apoio e a presença de um estado racista que vem invadindo as terras e massacrando todo um povo há 70 anos, com um bloco próprio chamado “Tel Aviv Israel”.

Israel vem, sucessivamente, nas últimas décadas invadindo e anexando terras palestinas a seus próprios territórios, expulsando as pessoas que nelas vivem e as confinando em territórios cada vez menores que se tornaram verdadeiros bolsões de miséria e campos de concentração a céu aberto, com o Estado israelense controlando fortemente suas fronteiras e recursos. O exemplo mais notório disso é a Faixa de Gaza, onde há falta crônica de água, apagões constantes, desemprego crônico e um cerco permanente feito pelas Forças de Defesa de Israel, que detém total controle sobre seu espaço aéreo e suas águas. A pouca infraestrutura existente em Gaza (escolas, hospitais, indústrias, ferrovias, aeroportos, estradas, portos, etc.) é constante bombardeada pelas incursões militares promovidas por Israel, deixando a região totalmente dependente de ajuda internacional e sem nenhuma capacidade para se desenvolver.

Entendemos que a luta LGBT não se dá em uma única frente, mas em conjunto com várias outras e combatendo todo o tipo de exploração e opressão que exista no mundo, seja de classe, raça, etnia, gênero, identidade de gênero ou orientação sexual. Nós LGBTs só poderemos ser plenamente livres quando todas as outras pessoas do mundo também forem, e isso inclui o povo palestino e sua luta por sobrevivência e autodeterminação.

Vale ressaltar que essa setorial não se opõe a população israelense ou ao povo judeu de maneira geral, mas apenas a política colonialista praticada pelo Estado de Israel contra os palestinos desde sua criação há 70 anos.

POR UMA PALESTINA LIVRE E SOBERANA!"

A informação é do BR 18
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