Alemanha protege terrorista ex-guarda-costa de Bin Laden com medo dele ser torturado

Sami A. em abril de 2018 perto de sua casa em Bochum

 Por Fellipe Luiz Villas Bôas

Sami A. foi para a Alemanha como estudante em 1997, antes de optar por se tornar um jihadista e nos anos 2000 viajar para o Afeganistão, onde treinou em um campo de preparo da Al-Qaeda e logo depois se tornou guarda-costas de Bin Laden, morto em 2011.

Sua posição na al-Qaeda foi revelada em um julgamento de 2005 em Düsseldorf, na Alemanha. Durante o julgamento, uma testemunha disse ao juiz que Sami A. trabalhara para Bin Laden. Ele negou qualquer vínculo com a al-Qaeda, mas o juiz considerou os testemunhos confiáveis.

O pedido de asilo de Sami A. foi rejeitado pela primeira vez em 2007, mas a Suprema Corte impediu sua deportação, apesar de os juízes em Münster afirmaram que ele é "um perigo agudo e considerável para a segurança pública". Como a decisão do tribunal o impediu de ser deportado, o guarda-costas de Bin Laden viveu uma vida tranquila com sua esposa e filhos, que são cidadãos alemães, na cidade de Bochum, por vários anos.

Em abril de 2018 o caso voltou a revoltar os alemães, pois foi descoberto que o terrorista recebia € 1.167,84 em benefícios do estado da Renânia do Norte-Vestfália. Mas apenas no mês passado que Sami A. foi finalmente detido, depois da decisão de um tribunal que permitiu sua deportação, levando à sua saída da Alemanha na última sexta-feira.

Sami chegando ao aeroporto de Dusseldorf

Porém, o tribunal administrativo em Gelsenkirchen decidiu na sexta-feira que a deportação de Sami A. deve ser revertida e ele deve retornar à Alemanha. O tribunal argumentou que a deportação do homem era "grosseiramente ilegal" e infringia "princípios fundamentais do estado de direito", baseando sua decisão no fato de que não havia compromisso diplomático da Tunísia de que Sami A. não fosse torturado.

O Ministério dos Refugiados agora quer apresentar uma queixa contra a decisão de retorno. Isso acontecerá em conjunto com a autoridade de estrangeiros da cidade de Bochum, disse o ministério de estado na noite de sexta-feira em Dusseldorf.

Fontes
- Welt
- The Washington Post
- Daily Mail
- Bild

*Fellipe Villas Boas é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside em São Paulo, é estudante de direito e articulista de O Congressista.
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