A responsabilidade masculina evitaria muitos abortos

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Por Pedro Augusto

Informações do Censo Escolar de 2011 revelaram que 5,5 milhões de crianças não tinham o pai no registro. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2004 com 1.209 mulheres revelou que 13% das que fizeram aborto não queriam ser mães solteiras, 1% forma influenciadas pelos parceiros, 21% afirmaram falta de condições financeiras e 27% disseram não estar prontas.

Os motivos citados representam 62% do total de motivos apresentados para a realização de um aborto. Infelizmente, não se pode afirmar com qual proximidade a pesquisa está da realidade brasileira e até mesmo dos Estados Unidos, mas ela aponta quais são os motivos das mulheres mais interromperem a gravidez.

O texto foi iniciado com um dado para alertar um problema triste da sociedade atual: a falta de paternidade e da hombridade de muitos homens. Talvez o leitor saiba de alguma criança que não conheça o pai ou não receba atenção do mesmo, o que revela a omissão masculina de muitas de suas responsabilidades como homem, pai e cidadão.

Essa omissão pode estar relacionada diretamente com a possibilidade que muitas mulheres dão a prática do aborto, afinal, elas não quererão criar de um filho sozinhas, pois ele exige muita atenção, cuidado e até total atenção da mãe por algum período. As tarefas diárias na criação de um filho não são tão pesadas quando um pai divide as tarefas com a mãe da criança.

Dos casos da pesquisa norte-americana citada no inicio, muitos deles poderiam ser evitadas apenas com a não omissão do homem. Se os mesmos não desejassem, o 1% das entrevistadas não abortariam; se eles assumissem o papel de se sacrificar e trabalhar mais pelo benefício financeiro de seu filho e mulher, talvez as 21% não abortassem; se não houvesse omissão, aquelas 13% que alegaram o medo de serem mães solteiras teriam seus bebês; se os homens, além de não serem omissos, tomassem a responsabilidade de ajudar as suas parceiras, amá-las, ajudá-las e demonstrassem segurança e toda a ajuda emocional, talvez 27% das entrevistadas não teriam medo.

O debate do aborto atual se resumiu apenas ao campo da liberdade individual, inicio da vida e pontos semelhantes a esses, mas pouco se fala da irresponsabilidade masculina e que leva muitas mulheres ao desespero, medo e insegurança. Obviamente, alguns abortos dependeram apenas da vontade da mulher, como as quais preferem priorizar a sua vida profissional, mas será que a causa pró-vida não ganharia muito mais força se os homens omissos assumissem a sua postura de homens maduros que cuidam de suas mulheres e filhos?

Muitos dos homens precisam entender qual o seu papel e valor. É um longo caminho, mas a mudança de mentalidade de muitos homens agregaria e muito a causa pró-vida e ao bem estar dos bebês.

*Pedro Augusto é estudante de jornalismo, conservador burkeano e tem interesse por Economia e Política Internacional. É sub-editor-chefe de O Congressista e editor da seção Expresso News. 
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