Bolsonaro representa o grito preso na garanta de milhões de brasileiros


Por Wilson Oliveira

Neste ano de 2018, não estamos presenciando uma eleição presidencial propriamente dita, mas sim os esforços incalculáveis do establishment e da elite midiática em tentar, a todo custo, evitar a eleição de Jair Messias Bolsonaro.

As mais variadas estratégias estão sendo colocadas em prática. Ficou claro que no Roda Viva a tentativa foi de desconstruí-lo exatamente como fariam esquerdistas hipster universitários, com ataques provocativos baseados em polêmicas soltas, que jamais contemplariam uma sabatina com um candidato a presidente que fosse tratado com isenção jornalística.

A isenção jornalística, por sinal, é algo que já foi chutado para longe há muito tempo. Reparem que não existe "uma pergunta" para Bolsonaro quando ele é sabatinado. São sequências de socos. Tenta-se atingir um ponto fraco dele praticamente em todos os questionamentos, com insistência de que ele teoricamente não respondeu, mesmo ele acabando de responder.

Eis que chegou a sabatina na Globo News. Certamente a equipe que organizou esse encontro entre jornalistas globais e o candidato indomável percebeu que tudo que havia sido tentado para derrubá-lo até ali não tinha surtido efeito. Então tentaram algo diferente. Um disfarce maior, principalmente no primeiro bloco, em que buscariam apenas perguntas e respostas, uma entrevista clássica, sem confronto, para que Bolsonaro "escorregasse sozinho".

Acontece que não existe, principalmente na política, jornalismo 100% técnico. As pessoas não fazem uma pergunta apenas buscando a informação, mas também jogam uma carga de sentimentos e de visão de mundo nos seus questionamentos. Porque elas sabem que a resposta do entrevistado pode definir os rumos do país nos anos que estão por vir.

Gerson Camarotti observou que o clima estava totalmente favorável a Bolsonaro, quem ele não quer que seja presidente do Brasil, e jogou aquela que certamente foi programada pra ser a maior casca de banana: o uso de dinheiro público "pra comer gente". Ele não esperava que o entrevistado fosse devolver com outro questionamento, a dos jornalistas que trabalham como Pessoa Jurídica para não pagar imposto de renda.

É óbvio que Andreia Sadi se comoveu com a situação embaraçosa que o colega se meteu e puxou o tema feminicídio, pensando: "É agora que eu derrubo esse extrema-direita". Ao menos para mim foi uma surpresa, pois não parecia que surgiria algo tão banal numa entrevista que não parecia rumar para isso. Trocando em miúdos, foi perguntado se a morte de mulheres é mais grave que a morte de homens. Bolsonaro respondeu que a morte do pai dele e da mãe dele, para ele, não possui diferença.

Não adianta, quem está investindo esforços para derrubar Bolsonaro vai fazer uma busca minuciosa nas suas respostas para encontrar falhas, contradições, palavras que não se conectem com alguma outra coisa. É possível que encontrem, pois Bolsonaro é um ser humano e, como tal, é totalmente passível de cometer falhas. No entanto, meus caros, ele não responde para os jornalistas, mas sim para os eleitores.

O seu João, aqui fora, no mundo real, não está preocupado com motivo filosófico-conceitual de um determinado tipo de crime. É claro que é triste alguém matar outra pessoa pelo sexo ou pela vida sexual. Mas o seu João está preocupado é se há ou não há crimes onde ele mora - qualquer crime. A elite não sabe bem o que é isso, pois ela é contra dar uma arma para o seu João se defender e defender a esposa, enquanto essa mesma elite está cercada de seguranças armados.

Ao responder as perguntas buscando o entendimento do seu João, não dos jornalistas que vão fazer toda força do mundo para jamais entrar em entendimento, Bolsonaro vence mais uma etapa da sua batalha inglória de lutar, praticamente sozinho, contra um sistema viciado de monopólio da informação, do discurso, das verdades e até das respostas. O povo brasileiro sente uma vontade imensa de gritar contra isso. Mas o grito sempre esteve preso na garganta. Agora o Bolsonaro está libertando esse grito.

Sobra para os militantes de esquerda travestidos de jornalistas o improviso para tentar evitar uma derrota ainda mais acachapante nesta batalha que já entrou para história. Foi o que vimos no encerramento da Central das Eleições com Bolsonaro. Uma repetição grotesca de palavras assopradas no ponto eletrônico para desfazer uma lembrança de que Roberto Marinho havia apoiado o Regime Militar. Miriam Leitão tremeu, gaguejou, deu pausas longas. Deve ter pensado como foi vergonhoso cair no colo dela o registro de um dos maiores micos da história da TV brasileira.

Do jeito que o Bolsonaro vem demonstrando evolução nas sabatinas ao passo que os jornalistas vão ficando cada vez mais perdidos, sem saber o que fazer para derrubar o indomável, é capaz que o antes apontado como fugitivo de debates faça seus concorrentes ficarem com medo de enfrentá-lo nos encontros dos canais de televisão. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva, etc. com todas suas limitações, hipocrisias, vazios discursivos e telhados de vidro não possuem nenhuma chance de conseguirem o que os jornalistas não conseguem. Bolsonaro está surfando sozinho...
Bolsonaro representa o grito preso na garanta de milhões de brasileiros Bolsonaro representa o grito preso na garanta de milhões de brasileiros Reviewed by Wilson Oliveira on 23:33:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

Tecnologia do Blogger.