O mito do gap salarial


Por André Assi Barreto

Torna a perseguir o candidato Jair Bolsonaro a pergunta sobre a suposta disparidade salarial entre homens e mulheres que existe no Brasil (25% menos, segundo a âncora).

Digo que, não verifiquei os dados brutos brasileiros, mas em países estrangeiros, esse gap é SIMPLESMENTE UM MITO.

Quando há divergência salarial entre homens e mulheres, o gênero é um FALSO RECORTE, visto que a diferença se baseará em outros fatores (que não gênero).

Tomemos o próprio exemplo citado por Bolsonaro: a colega de bancada de William Bonner ganha, segundo informações, 200.000 reais, ao passo que seu par do gênero masculino ganha, supostamente, 800.000.

Ao contrário do que disse a jornalista, ela ganha sim menos que seu colega do sexo masculino para exercer a mesma função (ancorar o jornal mais visto do país), contudo, essa diferença se deve a gênero? EVIDENTEMENTE QUE NÃO.

Bonner ganha mais porque é mais experiente, ancora o jornal há mais tempo, provavelmente agrega mais valor, confiança e credibilidade ao jornal que ela etc. Todos esses fatores SUPERAM vastamente o elemento de gênero.

Um recorte que diga "Renata ganha menos que Bonner por ser mulher" é falacioso.

Em países como EUA e Grã-Bretanha, virtualmente todo gap de gênero pode ser explicado por fatores extemporâneos a gênero: horas extra, experiência, disponibilidade, trabalho em turnos de noite e madrugada etc. etc.

Ademais, nunca é tarde para colocar questões como:

- para cargos públicos, todos os editais apontam salários equivalentes para homens e mulheres.

- se mulheres recebem menos para executar os mesmos serviços que homens, por que o empresariado, interessado em economizar, não contrata mulheres de maneira abundante?

- onde estão as evidências que os 25% menos são oriundos única e exclusivamente de gênero e não de outros fatores?

- onde estão os processos na justiça do trabalho por pagamentos distintos para funções idênticas?

Procurem os vídeos de Thomas Sowell, Jordan Peterson e Milo Yiannoppoulos sobre "wage gap" e vejam arrebatadoras evidências que se trata de um mito.

Um mito "bancado" pela necessidade de emplacar a narrativa fantástica e conspiratória de um predomínio patriarcal numa sociedade onde mulheres já prevalecem sobre homens em termos de conclusão de cursos superiores, campanhas de saúde pública e onde homens ganham de lavada em índices negativos como suicídio, trabalhos degradantes, insalubres e amplamente inseguros.

#WageGapÉMito.


André Assi Barreto é bacharel, licenciado e mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo. Licenciado em História. Professor de Filosofia e História das redes pública e privada da cidade de São Paulo. Pesquisador da área de Filosofia e aluno do professor Olavo de Carvalho. Trabalha, ainda, com a revisão de textos, assessoria editorial, tradução e palestras. Coautor de “Saul Alinsky e a anatomia do mal” (ed. Armada, 2018).
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