O que realmente querem os metacapitalistas do Vale do Silício?


Por Thiago Sena
Do blog Capital Cultural

O Facebook, o YouTube e o Twitter passaram a restringir, bloquear e/ou censurar diversos blogs, canais, contas, pessoas e incontáveis outros veículos de comunicação nos últimos meses. O que esses casos tiveram em comum, de maneira geral, é que são veículos notavelmente à direita do espectro político. O caso da exclusão de grandes páginas conservadores no Facebook, tanto no Brasil quanto nos EUA, talvez tenha sido o mais notável.

Recentemente, como o Capital Cultural noticiou aqui, o Twitter restringiu várias contas direitistas de uma só vez. Alguns canais no Youtube, como o do Spider Consense, também tiveram sua monetização sumariamente cortada. O caso mais tenro foi o banimento do professor Olavo de Carvalho do Facebook; além disso, ele teve a sua conta no PagSeguro também bloqueada.

Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, foi encurralado por Ted Cruz, senador pelo Texas, em audiência no Senado americano que aconteceu em abril. Nela, Ted Cruz questionou se o Facebook é neutro ou não. Zuckerberg admitiu que o Facebook e toda indústria tecnológica de alcance global tem origem no Vale do Silício, que por sua vez é “um reduto extremamente esquerdista”. Na sequência, ele enrola sobre as perguntas e tenta passar a imagem de neutralidade na empresa, mas seu discurso e suas ações passem longe de prová-la.

O Vale do Silício é a origem do Google, da Apple, do Facebook e de várias outras empresas que, mais do que controlarem o mercado global de tecnologia e informação, exercem influência direta nas nossas próprias vidas. Talvez nunca um grupo tão pequeno tenha conseguido acumular tamanho poder no mundo.

A pergunta é: com tanto poder nas mãos, o que eles querem? A história nos prova que a primeira coisa que um poderoso faz quando acumula poder é procurar um meio de mantê-lo, aumentá-lo e perpetuá-lo. Mais do que isso, os magnatas do Vale do Silício se consideram os porta-vozes da nova era, a revolução científica final, os sacerdotes da religião da tecnologia, a derradeira síntese da história humana. Não por acaso, as empresas do Vale do Silício abominam o cristianismo, que tem como doutrina final a salvação do homem num plano transcendente, portanto incompatível com o objetivo imanente dos criadores de algorítimos.

E qual seria a instituição que mais poderia ajudá-los com isso, senão o próprio Estado? Não é por acaso que a origem do Vale do Silício remonta a década de 1960, a mesma do auge da revolução contracultural, e que seja até hoje um antro esquerdista, como o próprio Zuckerberg confessa. A aliança entre os governos progressistas e essas grandes empresas é algo notável, pois, ambos embriagados de perspectivas revolucionárias, matam o capitalismo controlando o mercado e as pessoas, não permitem a ascensão de opositores e fazem dessa aliança um velado e abominável totalitarismo. O controle colossal que essas empresas exercem no mundo inteiro é a prova viva disso.

O Brasil se aproxima das eleições e o número de intervenções nas últimas semanas na circulação de informações, tanto do Facebook quanto das outras empresas, é notavelmente uma afronta a soberania nacional. Empresas estrangeiras influenciando diretamente na política e cultura do nosso país são claramente tentativas de controle. Com qual finalidade? Se ainda não percebeu, você entenderá mais abaixo, nas referências.

Não é meu intuito alongar esse artigo, apenas abrir a discussão para que você, leitor, reflita um pouco sobre o poder absurdo sob o qual estamos subjugados. Para isso deixarei dois vídeos do Olavo de Carvalho, banido do Facebook, e sua rica análise sobre esse processo geral, seu intuito histórico, suas relações de poder e sua finalidade. Também deixo o link para um ensaio sensacional do Martim Vasques da Cunha, onde o mesmo conta a origem do Vale do Silício e qual o objetivo final das megaempresas de tecnologia. Também deixarei o vídeo que mostra o confronto entre Ted Cruz e Mark Zuckerber e mais um que desmascara a “isenção” do Facebook.

Veja os vídeos (antes que também sejam censurados!) e, principalmente, leia o ensaio. São questões que impactam diretamente nas nossas vidas e farão com que você nunca mais veja essas empresas com os mesmos olhos. Eu garanto!

Por fim, respondo a pergunta título desse texto com uma frase do próprio Martim Vasques, retirada do ensaio acima citado e abaixo linkado: “As grandes empresas de tecnologia não querem apenas o seu dinheiro. Elas querem a sua alma.”.

Ensaio do Martim Vasques da Cunha “As origens apocalípticas do Vale do Silício“.

Olavo de Carvalho e a ditadura velada do Vale do Silício: vídeo 1 - vídeo 2

Ted Cruz x Mark Zuckerberg

O viés ideológico do Facebook
O que realmente querem os metacapitalistas do Vale do Silício? O que realmente querem os metacapitalistas do Vale do Silício? Reviewed by O Congressista on 15:25:00 Rating: 5

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