A "lacrosfera" reduz tudo, até a beleza feminina


Por Anderson Rodrigues

É incrível a arte que nossa atual “cultura” tem de destruir a beleza de uma mulher. Ao retratar uma doce mulher em um filme ou em páginas de um apaixonante romance, buscamos na imaginação o retrato físico e característicos daquela figura perfeita que vai sendo desenhada cena por cena, capítulo por capítulo.

A beleza de uma mulher não pode ser restringida apenas em sua aparência física, mas em uma junção de característica que nenhum homem jamais conseguiria chegar ao menos próximo. A delicadeza com que se dirige à um vendedor desconhecido, a sensualidade e a elegância presente em cada passo que dá em uma simples e magistral caminhada ao fim de um longo dia de trabalho e a mágica divina de gerar uma vida. São coisas que só uma mulher pode ter.

Sua racionalidade e compromisso em todas as questões de uma tumultuada vida de muitas complexibilidades que o mundo moderno nos obriga a compactuarmos. A incrível inteligência da mulher em resolver problemas complexos em um estalar de dedos nos faz muitas vezes refletir sobre tudo que aquela magistral mulher é capaz. Sua inocência, sua seriedade e sua maneira incrível de ordenar as palavras são apenas um cubículo microscópico de ser, ver e de viver.

Porém, a derrocada e a ignorância da existência humana têm conseguido destruir isso tudo. A politização dos sexos tornou essa guerra uma destruição total. A imagem da mulher que até ontem era retratada em versos de fantásticos poemas, está hoje em podridões de letras de funk, reduzindo o que há de mais belo no mundo á uma simples carne, em um objeto sexual e descartável como se sua existência se resumisse apenas em prazeres momentâneos e irrelevantes.

Em tempos irracionais de uma espécie de “coisificação” do homem, nada pior para a beleza feminina do que o crescimento da lacrosfera que reduz a única esperança do mundo em um simples pedaço de satisfação política ou seja lá o que for.
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