A volta por cima da Suécia?


Por Alexandre Faisst

Há diversos anos, a identidade nacional é reprimida na Suécia por boa parte da população. Ter orgulho de ser sueco se tornou algo horrível, pois pode "ofender pessoas de outras nacionalidades", e as festas tradicionais são cada vez mais raras.

Além disso, os impasses da imigração não são recentes. Reportagens feitas há 10 anos já demonstravam a violência cometida por islâmicos, e tais problemas só se agravaram com a guerra civil na Síria. Com a entrada desenfreada de estrangeiros, seguida de uma onda de assaltos e estupros, manifestações contrárias às políticas imigratórias tomaram conta do país e refletiram fortemente nas eleições ocorridas neste último domingo (09/09).

As últimas eleições

Desde 1982, a coligação S&D, que junta marxistas e sociais-democratas, domina as eleições na Suécia em conjunto com o Partido Verde (sim, até lá existe isso) e o Partido da Esquerda (leia-se Partido Bolchevique), mesmo que a Aliança Liberal tenha conquistado algumas eleições.

Após Estocolmo receber o título de "Capital do Estupro" devido ao número absurdo de agressões sexuais ocorridas na capital (cerca de 80% das agressões cometidas por imigrantes), os conservadores conquistaram espaço na mídia e no parlamento com o Partido SD (Democratas Suecos). Eles defendem uma política imigratória rígida, a prisão perpétua, se posicionam contra a União Europeia e defendem uma retomada da identidade nacional e a assimilação dos estrangeiros dentro dessa cultura.

Como de costume, a mídia rotulou o partido de "neonazista" e "xenófobo", desconsiderando a limpeza feita pela legenda nos últimos 20 anos, além do retorno de membros de centro-direita que estavam no Partido Moderado.

Resultado

A aliança de esquerda conquistou 40,6% dos votos (S-S&D; V-LEFT; MP-G/EFA) e registrou o menor número de votos no partido Social-Democrata desde 1982. A união de direita conseguiu 40,3% (M-EPP; C-ALDE; KD-EPP; L-ALDE). Os Democratas Suecos conquistaram 17,6% dos votos, 5% a mais do que 2014 e 12% a mais do que 2010.

As políticas de esquerda vêm destruindo o país ano após ano. Esses resultados apenas refletem a indignação de uma população cada vez mais suprimida pelo politicamente correto e estagnada devido ao Welfare State.

Com a guinada à direita da Aliança Liberal nos últimos dois anos, é possível que a política imigratória venha a mudar, que ocorram privatizações e incentivos ao livre mercado, e que a mentalidade do país se reconstrua, de forma que a Suécia venha a ser novamente uma nação soberana como foi na primeira metade do século XX.

A volta por cima da Suécia? A volta por cima da Suécia? Reviewed by O Congressista on 16:58:00 Rating: 5

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