Proposta de Paulo Guedes: imposto único (não tem CPMF)


Por Wilson Oliveira

No dia 19 de setembro, Monica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo, reproduziu uma informação errada de que Paulo Guedes pretendia criar um imposto parecido com a CPMF.

Na verdade, em uma palestra para executivos, Guedes afirmou que a vida de empresas e correntistas seria bem menos burocrática se existisse apenas um tributo sobre as transações financeiras. Pegaram isso como se fosse uma proposta de governo dele.

Declaração de Paulo Guedes para o jornal O Globo após a polêmica:

"Não é a CPMF. A primeira diferença é que a CPMF é um imposto a mais. (A nossa proposta) seria um imposto único. Não é aumento de imposto de jeito nenhum, é uma simplificação (tributária) brutal. (...) A pessoa que passou a informação lá deve ter sido eleitor do PT, do Alckmin, ou coisa assim".


Um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, Major Olimpio explicou na Rádio CBN que já conversou com o próprio Bolsonaro, após ter falado com Paulo Guedes, e que já está tudo esclarecido entre os dois.

Também conselheiro da equipe econômica de Jair Bolsonaro, o economista Marcos Cintra publicou um artigo no seu blog negando completamente a possibilidade de aumentar impostos caso Bolsonaro seja eleito:

"Elevar a já alta carga tributária não deve ser opção para uma economia que precisa retomar o crescimento e gerar empregos".

No mesmo artigo, Cintra explica algumas possibilidades no pacote da reforma tributária no Governo Bolsonaro. Uma ideia é substituir os impostos federais por um imposto único, que se chamaria Imposto Unificado Federal (IUF).


Se essa for a ideia escolhida por Bolsonaro para ser enviada ao Congresso, em caso de aprovação o brasileiro passará a pagar apenas 1% de imposto federal, que incidiria sobre as transações financeiras. No Imposto de Renda, a alíquota seria de 20% para quem recebe mais de R$ 5 mil por mês.

A outra proposta, elaborada pelo economista Bernard Appy, é a substituição dos impostos federais por um imposto que também seria único, de valor agregado, incidindo sobre o consumo, e que se chamaria Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

*Em breve farei um post explicando o projeto de Reforma da Previdência no Governo Bolsonaro.


*Wilson Oliveira é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside no Rio de Janeiro, é jornalista e editor-chefe de O Congressista.
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