Pré-candidato a presidência do Novo: partido deveria avaliar os planos de Bolsonaro


Por Ricardo Negreiros

Ao final deste domingo, 28, eu e milhões de brasileiros vibramos com a confirmação da eleição de Jair Bolsonaro. Prudentemente, muitos de seus eleitores pronunciaram “ele não é o presidente dos meus sonhos, mas é a única opção.” Sou um pouco mais otimista. Diferentemente de alguns líderes do Partido Novo, nas semanas anteriores manifestei claramente a minha opção de voto em Jair, por dois motivos básicos:

1) Como a diferença entre Bolsonaro e Haddad nas pesquisas apresentava uma redução crescente, votar em branco poderia significar a volta do PT à presidência. Seria uma vergonha e um desastre para todos os brasileiros. Inadmissível. Impensável, depois de tudo o que este país passou.

2) As propostas de Jair se aproximavam muito do que acredito: redução do Estado, privatizações, melhoria das condições para o indivíduo empreender, empregar e ser empregado, defesa da família etc.

Dada a proximidade entre ideologia e propostas, como filiado acho que o Novo devia ter se manifestado de forma mais propositiva. Talvez não precisassem declarar voto direto em Jair, mas penso que seria um dever cívico manifestar-se quanto ao que concordavam ou não das propostas do presidente que seguramente iria se eleger. Seria uma forma de marcar posição política e não deixar dúvidas sobre o que pretendemos para o país, além de ajudar a pavimentar as relações que nosso governador eleito e deputados federais precisarão construir com o presidente.

Mas, se discordo, por que compreendo o cuidado do Novo em não declarar voto diretamente no indivíduo Bolsonaro? Porque poderia ser interpretado como uma aposta na eficiência da pessoa do presidente eleito em conduzir o governo de forma apropriada.

Conhecedor experiente do Congresso Nacional e de Brasília e demonstrando cuidado em se cercar de bons executivos, particularmente acredito que não haverá maiores problemas na gestão do Jair. Porém, talvez residam dúvidas quanto ao temperamento dele. Vimos como a Dilma se comportava e o quanto o seu isolamento político prejudicou ao governo. Um risco pequeno agora, mas não desprezível. Fiquemos atentos.

O problema é que ao lavar inteiramente as mãos, a alta direção do Novo passou uma imagem hesitante, de quem talvez esteja apenas aguardando a situação piorar para comentar: “Eu não disse?” Esquisito...

Como torço pelo Brasil acima de paixões pessoais e partidárias, recomendo ao nosso novo presidente que se concentre em melhorar basicamente quatro indicadores, os 4RN. Será uma forma simples e direta de avaliar o seu sucesso:

I – Segurança Pública – o suporte principal da campanha, base para o empreendimento;

II – PIB – materialização do crescimento econômico;

III – Emprego – o meio correto e sustentável de distribuir renda;

IV – Governança – diferente dos três anteriores, não há um índice numérico que resuma a percepção de melhoria no respeito do governo com os recursos dos cidadãos, de melhoria na ética, na redução da corrupção etc. Governança será um indicador subjetivo, com um grau de percepção diferente para cada indivíduo.

Não vejo necessidade de enfatizar algum outro item importante, como por exemplo saúde e educação, pois, como já disse em outras publicações, a melhoria desses itens ocorre naturalmente com a melhoria dos 4RN. Mas recomendo que se faça um esforço bem maior de colaborar com o desenvolvimento geral do Nordeste, onde Jair perdeu em todos os estados. Para quebrar definitivamente as amarras do discurso assistencialista da esquerda. Será um importante desafio político, pois tenho dúvidas de como o povo nordestino, com quatro governantes estaduais do PT, interpretará os méritos.

Por fim, a cada ano devemos comparar os 4RN com os últimos anos da Dilma, e mesmo do Temer. Será uma ótima forma de avaliarmos se a nossa aposta está correta.

Sucesso, Presidente! Que faça um excelente governo.
O Brasil precisa. O Brasil merece.
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