Governo Bolsonaro nem começou a já se mostra qualificado


Por João Corrêa Neves Jr

As articulações em torno do governo do Presidente eleito Jair Bolsonaro, apontam para uma mudança fundamental da relação do Brasil com o mundo e da relação do Brasil com os próprios brasileiros. Se de fato conseguir emplacar a agenda econômica e política que se propõe, com uma política externa voltada para países de primeiro mundo e uma política interna de desburocratização, desregulamentação, diminuição e limitação do papel do Estado, o Brasil poderá alçar voos jamais sonhados na sua história.

Polícia Externa: a aproximação de Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma declaração clara de como pretende pautar a política externa do Brasil. O presidente americano foi o primeiro a ligar para Bolsonaro após a vitória, seguido do Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Outros chefes de Estado como o presidente da França, Emanuel Macron; Vladimir Putin, da Rússia; Chrystia Freeland, Ministra das Relações Exteriores do Canadá, além do Secretário Geral da ONU, António Guterres, já manifestaram o desejo de solidificar as relações com o Brasil. Soma-se a esses fatores, aproximação saudável com o Chile e a possibilidade de criar laços de relações comerciais e acordo bilaterais com potências econômicas mundiais fora do Mercosul, o que representa uma distância enorme de um Brasil acostumado a forjar relações com nações institucionalmente fracassadas, como Cuba, Venezuela, Bolívia, e ditaduras da América Central e da África.

Política interna: por ter feito uma campanha praticamente sem apoio, o candidato tem agora o privilégio de escolher seus ministros de acordo com suas convicções políticas e a capacidade técnica dos indicados. Além de poder fazer uma diminuição significante do número de ministérios, a indicação de pessoal altamente qualificado, é animadora: o economista liberal Paulo Guedes, para a Fazenda e Economia, com sua plataforma de privatização, diminuição de impostos e abertura de mercado; Onyx Lorenzoni para Casa Civil; O Tenente, Astronauta e Engenheiro da NASA, Marcos Pontes, para a Tecnologia; o General Augusto Heleno para a Defesa; e por fim, a indicação de um dos maiores nomes da história do judiciário do Brasil e do Mundo, ganhador de prêmios internacionais e reconhecidamente como a figura mais idônea e influente do Brasil, no país e no exterior, o Juíz Sérgio Moro, para o Ministério da Justiça.

Economia: como já vinha indicando o mercado, a eleição de Jair Bolsonaro - e o impedimento da volta do Partido dos Trabalhadores - para a representação máxima do executivo, já traz resultados imediatos e que podem surtir efeitos a curto e a médio prazo. A valorização do Real sobre o Dólar, a Libra e o Euro no último mês - 8%, 10% e 14% respectivamente - demonstra que o mercado reage positivamente, criando-se imediatamente um grande otimismo nacional e internacional de que o Brasil consiga atrair novamente a confiança do capital estrangeiro, o que poderia significar um boom econômico já nos primeiros meses do governo Bolsonaro. Se conseguir aprovar as reformas necessárias, como a previdência, e implementar as medidas econômicas imprescindíveis para desamarrar o Brasil da burocracia estatal, o país poderá ver em pouco tempo um cenário completamente diferente do atual fracasso progressista.

Crítica: em uma de suas primeiras falas, Bolsonaro comete um "erro" quando afirma que não haverá verba pública para "imprensa que mente descaradamente". Não há que haver verba para NENHUM veículo de imprensa. Nada, exceto, claro, para campanhas publicitárias com finalidade educativa e questões de saúde pública. O contribuinte que elegeu Bolsonaro não está interessado em financiar a grande mídia - ou a classe artística ou a indústria do entretenimento - e esse não é o papel do Estado. A imprensa, para ser objetiva, independente e LIVRE, por sua vez, precisa ser gerida com seus próprios recursos enquanto a sua manutenção no mercado é ditada pelo próprio mercado por meio das decisões dos consumidores. Isso é do interesse do contribuinte, da própria imprensa para poder manter a sua independência, e do próprio Bolsonaro que poderia estar financiando com verbas públicas a sabotagem de seu próprio governo e dos eleitores que nele depositaram sua confiança.
O Brasil tem nas mãos uma chance de ouro. Abracem-na


João Corrêa Neves Jr. é defensor da liberdade e do “rule of law”. É conservador iluminista, influenciado pelo liberalismo clássico. Reside no Reino Unido, atua na área administrativa no mercado formal e é mestrando na área de História pela Universidade Nova de Lisboa.
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