Caso do assessor de Flávio Bolsonaro tem claro sinal de sabotagem

Arte: Fellipe Luiz Villas Bôas

Por Adriano Valente

1 - O assessor não tinha 1,2 milhões na conta. A soma de 1,2 milhões foi a movimentação total da conta no período de 1 ano. E claro, não é comum, por isso mesmo é chamado de movimentação atípica e foi questionado pelo COAF, que existe justamente pra isso. Essas movimentações chegam ao COAF em tempo real, através de comunicação do próprio gerente do banco em questão.

2 - A suspeita deveria ter sido encaminhada para o órgão competente, que iria investigar e então encaminhar ao ministro responsável, caso confirmada a suspeita, para este então vazar o fato para a imprensa. Nada disso ocorreu e uma denúncia sem qualquer materialidade partiu diretamente para a imprensa, configurando um claro sinal de sabotagem.

3 - É obrigação de todo profissional do mercado que trabalha com movimentação de clientes informar ao COAF qualquer negociação em espécie acima de 10 mil reais, ou demais movimentações fora da capacidade financeira da pessoa, de acordo com a Lei 9613/98. O assessor terá que se explicar. Caso não o faça vai ser enquadrado nessa lei, e poderá pegar de 3 a 10 anos de cadeia + multa.

4 - Até o momento não há absolutamente NADA de anormal em relação à família do Bolsonaro, a não ser o fato de que o assessor trabalhou para eles por anos. O próprio COAF e a PF já deixaram claro que ninguém da família Bolsonaro faz parte de qualquer investigação sobre o caso, porque não tem nenhum indício em relação a eles, embora a imprensa queira fazer parecer outra coisa.

5 - Sobre o empréstimo, é totalmente factível. Foram pagos 10 cheques do próprio assessor à conta da Michele Bolsonaro, de 4 mil reais, entrando um em cada mês. Se ainda fossem 10 cheques um atrás do outro em curto espaço de tempo poderia configurar tentativa de burlar a fiscalização. Mas não é o caso.

6 - Com certeza o assessor movimentou dinheiro dos outros em sua conta. Cabe a ele se explicar e provar que trata-se de dinheiro lícito. Movimentar dinheiro alto na conta não é crime. Movimentar dinheiro ilícito que é. E até que seja provado algo, nada do que falarem tem qualquer validade, porque não passarão de conjecturas e ilações espúrias.
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