Macron, Macri e a lição: esquerda não se combate com planos econômicos

Arte: Fellipe Luiz Villas Bôas

Por Marcio Duarte

Fui entusiasta de Macri quando eleito, Macron já não me deu esperança. De toda forma, em que pese várias diferenças entre ambos, um aspecto os aproxima de forma umbilical: ambos abriram mão do enfrentamento cultural, ambos acreditaram que a economia e o eficientismo em si seriam as pontes de reconstrução da sociedade.

Ambos minimizaram o marxismo cultural, a esquerda globalista e o poder incendiário de quem planeja a revolução socialista a qualquer custo.

Não é por acaso que Macron, um socialista travestido, e Macri, um empresário sem nenhuma experiência no campo cultural, amargam desaprovações históricas e no fim das contas estão servindo de gasolina para reacender o ativismo de esquerda mais feroz.

Nas eleições de Macri e Macron, os partidos socialistas estavam muito fragilizados, tiveram péssimo resultado nas urnas e agora ganham força.

Que estes exemplos sirvam de ensinamentos para nós, liberais brasileiros. A esquerda não quer diálogo e não será combatida com planos econômicos e lições de "cidadania" caviar.

*Marcio Duarte é filiado do Novo na Bahia.
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