Exclusivo: grupo de direita da Venezuela faz alertas sobre intenções de Juan Guaidó

Arte: Fellipe Villas Bôas

Por Wilson Oliveira e Fellipe Villas Bôas

Morte. Essa palavra resume com exatidão a ditadura de extrema-esquerda instalada na Venezuela desde 2002, quando Hugo Chávez, então presidente do país, passou a ordenar aos militares o uso excessivo de força contra as manifestações que ganhavam forma e frequência, recrudescendo um governo que seguia a cartilha socialista bolivariana.

Em 2013, o já ditador Chávez veio a faleceu e assumiu o poder Nicolás Maduro, o oitavo a ocupar a lista de vices de Hugo Chávez. O que já era péssimo ficou ainda pior. A Venezuela mergulhou numa imensa crise que só os socialistas sabem fabricar: fome, miséria e mortes.

Com a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil em 2018, uma luz voltou a acender sobre a América Latina, com os habitantes de todos os países sonhando com dias melhores para todo continente. E é na Venezuela onde há com mais ênfase tal expectativa para essa guinada. Mas apesar das manifestações contra Maduro que tomaram todo país, a situação por lá não é tão simples.

Confira abaixo a entrevista que O Congressista fez com Alan Sánchez, diretor de propaganda audiovisual do principal movimento da direita venezuelana, o "Rumbo Libertad". Ele alerta que Juan Guaidó, líder do poder legislativo, principal opositor e presidente interino da Venezuela também é de esquerda, mas reconhecem que no momento é ele quem deve exercer o poder.

O Congressista: Juan Guiadó resolve o problema da Venezuela?

Rumbo Libertad: Não é o suficiente, mas é um passo importante o que ele fez. Ele deve fazer agora atos de governo que permitam a nós sairmos da crise humanitária que vivemos.

OC: Não há nenhum partido ou líder de direita na política venezuelana?

RL: A esquerda tinha uma hegemônica política na Venezuela. Mas hoje o Rumbo Libertad está crescendo como a primeira opção da direita depois de 60 anos do socialismo com apenas dois anos de fundação. Existem movimentos de outras correntes, liberais em sua maioria. O nosso movimento, Rumbo Libertad, é um dos mais representativos de direita venezuelana hoje.

OC: E como seu movimento está observando as ações de Guaidó?

RL: Rumbo Libertad reconhece o juramento realizado por Juan Guaidó de acordo com o artigo 233 da Constituição. Ele é o presidente interino da Venezuela e exigimos que haja o exercício efetivo do poder, como expressamos nesse comunicado para libertar a Venezuela do regime do Maduro.

OC: E qual a opinião do Rumbo Libertad a respeito desse possível perdão a Maduro?

RL: Maduro deve ser capturado imediatamente. O Tribunal Superior de Justiça legítimo já emitiu uma condenação no ano passado. Não acreditamos em perdão para ele. Muito sangue foi derramado, muita gente morreu por fome e falta de medicamentos.

OC: E como o povo venezuelano reagiu a essa notícia de possível perdão?

RL: Existe um debate forte por enquanto. O que todo mundo deseja é justiça e liberdade.

OC: Chegou para nós a notícia que os militares ficaram ao lado de Maduro. Eles não são confiáveis? Como fica essa questão?

RL: Dentro do território, na última semana, só houve um pronunciamento e foram capturados por Maduro. A grande maioria dos militares, até onde se sabe, estão ao lado do narco-tirano. Não houve novos pronunciamentos. Diosdado Cabello (ex-vice de Hugo Chávez), nas suas próprias palavras, está disposto a morrer antes de entregar o poder, e Vladimir Padrino (ministro da Defesa) dá respaldo à Maduro.
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