Escola na Inglaterra retira agenda LGBT das aulas após protestos de muçulmanos


Por Fellipe Villas Bôas

Na última sexta-feira, cerca de 600 crianças foram retiradas de uma escola primária, na comunidade de Parkfield, em Birmingham, na Inglaterra, em protesto contra o programa "No Outsiders", que visa promover o homossexualismo para crianças. O movimento teve início por parte de pais e mães muçulmanas, que afirmam que os seus filhos estão sofrendo "lavagem cerebral", de acordo com o "Birmingham Live".

Fatima Shah, mãe de uma aluna da escola de Parkfield, afirma que "os homossexuais deveriam ser tratados com respeito", no entanto, condenou o programa, afirmando que este é "desapropriado e completamente errado".

Shah defende que 98% dos alunos da escola são muçulmanos e que é errado dizer-lhes que ser homossexual está certo, uma vez que a homossexualidade é proibida no Islã. "A educação sobre relações sexuais está sendo dada sem o nosso consentimento. Nós não fomos informados sobre o que está sendo ensinado", defende.

No Forum "Alum Rock Community", os pais justificaram a atitude de terem retirado os filhos da escola por sentirem que os seus direitos estão sendo negligenciados em favor de uma causa, e que a homossexualidade está “sendo promovida agressivamente".

Também se pode ler na publicação feita pela comunidade que petições e tentativas de diálogo por parte dos pais foram ignoradas pela escola, o que levou ao protesto da manhã de dia 1. Durante o protesto, as crianças seguraram cartazes com mensagens como "deixem as crianças serem crianças" e "parem de explorar a inocência infantil".




O No Outsiders oferece cinco aulas por ano, que cobrem temas definidos na "Lei da Igualdade". Durante as aulas, os alunos leem obras como "A mãe, a mamãe e eu","Rei & Rei", que abordam relações e casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Depois do protesto de sexta-feira, o conselho diretivo da escola se reuniu com o comissário das escolas regionais, Andrew Warren, e com os pais dos alunos, e decidiu acabar com o programa até pelo menos depois da Páscoa, para poder abordar o assunto com os pais e chegar a uma conclusão.


*Fellipe Villas Boas é defensor do retorno da monarquia parlamentar no Brasil. É conservador monarquista, com influências da tradição anglo-saxã do liberalismo clássico, do minarquismo, da Escola Austríaca e da Escola de Chicago. Reside em São Paulo, é estudante de direito e articulista de O Congressista.
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