Agora é pra valer! Pentágono começa a traçar intervenção militar na Venezuela

Arte: Fellipe Luiz Villas Bôas

Por Wilson Oliveira

Enquanto o mundo - a parte não cega com ideologia - assistiu um tanque atropelando manifestantes no centro de Caracas, na Venezuela, durante manifestações contra Nicolás Maduro, a paciência dos americanos definitivamente chegou ao fim.



Mesmo diante da postura do presidente Donald Trump contra uma atuação dos Estados Unidos na condição de policial do mundo, a sua equipe de segurança nacional se reuniu nesta sexta-feira no Pentágono para discutir as opções mais implacáveis contra a ditadura instalada na Venezuela.

Participaram da reunião Mike Pompeo, secretário de Estado, John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Patrick Shanahan, secretário interino da Defesa, e John Rood, Subsecretário de Defesa para Política. O grupo colocou sobre à mesa o planejamento de intervenção militar na Venezuela.

O Comando Sul dos Estados Unidos explicou, por meio de uma nota oficial divulgada na internet, que "uma ampla gama de opções militares foi discutida, e que o monitoramento a Venezuela continua acontecendo". O Comando Sul se colocou à disposição para efetivar qualquer operação assim que for "solicitado pela liderança principal".



EUA também discutem bloqueio marítimo e ataques cibernéticos

Há quem considere que uma intervenção militar por terra não seja a melhor opção por conta da situação já calamitosa do povo na Venezuela. Diplomatas e membros de alto escalão do governo americano não querem que o país suje as mãos com sangue de inocentes venezuelanos.

Exatamente por isso, o diplomata William Brownfield afirmou que um bloqueio marítimo com duas fragatas é uma boa alternativa militar para resolver o problema na América do Sul, conclusão que ele garante ter encontrado após debater o assunto com governos de outros países das Américas.

"Aprendemos algumas lições do que produz resultados positivos e concordamos com cada um dos presidentes e governos do hemisfério (...) uma invasão seria negativa, mas não é a única maneira", disse Brownfield em entrevista à "Carla Angola".

Ex-embaixador da Colômbia, Chile e Venezuela, Brownfield deixou claro que os Estados Unidos têm a capacidade de realizar ataques cibernéticos através do Comando Cibernético, o que eliminaria as forças armadas de outros países, e que isso seria outra opção.

"Há um comando nas forças armadas dos Estados Unidos, que é chamado de Comando Cibernético, (...) Há soldados sentados em algum escritório no estado do Arizona com um botão para lançar munições de precisão que podem atingir uma meta de 4.000 km com uma precisão de 3 metros impacto para o alvo indicado a qualquer hora do dia ou da noite".

O diplomata acredita que diante da possibilidade do presidente interino da Venezuela Juan Guaidó ser preso pelo ditador Nicolás Maduro, os Estados Unidos não podem hesitar em aplicar medidas radicais e definitivas contra Maduro. Brownfield também deixou claro que se o presidente Donald Trump confirmar a adoção de medidas, ninguém fará os americanos voltarem atrás.

Senador americano manda recado ameaçador para Putin

E pelo visto não é só com Nicolás Maduro que os americanos perderam a paciência, mas também com Vladimir Putin, por manter tropas russas em território venezuelano. O senador norte-americano Rick Scott disse, em tom ameaçador também nesta sexta-feira, que o governo russo vai concordar com Trump em buscar uma solução pacífica para a situação na Venezuela.



Através do Twitter, Scott afirmou que "a Rússia vai eliminar suas tropas e ativos da Venezuela". O senador deu até um prazo para isso acontecer: até este domingo. "A Rússia está apoiando Maduro, se Putin quiser uma solução pacífica, a Rússia sairá agora!".

*Com informações da NTN24.com


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