Falsificadores têm medo de apoiadores de Bolsonaro derrotarem centrão

Arte: Fellipe Luiz Villas Bôas

Por Wilson Oliveira e Henrique Sousa

Para analisar de forma fiel o cenário atual da política brasileira, é preciso voltar ao período das eleições. A vitória de Jair Messias Bolsonaro foi uma porrada muito forte na esquerda, no centrão, na grande mídia, na elite do judiciário e em todos os setores da sociedade aparelhados pelas faces dessa mesma moeda que promovia a tática das tesouras nas eleições brasileiras. Eles estavam aos poucos tentando se recuperar da derrota. A medida que iam recuperando suas forças, aumentavam mais a dosagem de ataque ao governo. Ultimamente as doses começaram a ficar mais fortes, com o Congresso, dominado pelo centrão, mostrando quais seriam seus próximos passos para tornar a missão de Bolsonaro, de Paulo Guedes e de Sergio Moro praticamente inviáveis.

Para piorar, foi justamente nesse momento que Olavo de Carvalho veio a público revelar que não participaria mais do debate político. Eram todos os ingredientes que poderíamos imaginar para vermos a nossa derrota definitiva. Eu mesmo, em dado momento desta semana, cheguei a acreditar que o impeachment de Jair Bolsonaro era questão de tempo. Mas depois do nervosismo, você começa a pensar nas circunstâncias.

Melhor do que discutir com general é preparar uma leva de indivíduos que irão colocar estes milicos no chinelo, expondo o pedantismo da nossa cúpula militar, midiática e política ao povão e, se Deus quiser, eternizando em livros estes adeptos da burrice presunçosa para que os leitores do futuro tenham alguma noção da putaria destes tempos.
Flávio Lindolfo Sobral

Existem dois pontos que podem praticamente impossibilitar a derrubada do presidente: 1- o apoio popular a ele que ainda é muito forte. 2- o centrão é covarde, está acostumado a agir nas sombras de Brasília, não vai querer ficar no olho do furacão, até porque não tem nada de bom a oferecer ao Brasil, pois a eles só interessa conchavos, acordos espúrios e toda a podridão que sempre foi a marca da nossa política até 31 de dezembro de 2018. É baseado nessa leitura que nós, conservadores, mais uma vez estamos recuperando as nossas forças para revertermos o quadro que se apresenta, como já fizemos tantas vezes em favor da Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff.

O centrão talvez tenha achado que o povo iria em peso para as ruas na quarta-feira por estar supostamente insatisfeito com o presidente Bolsonaro, fazendo o papel de uma imensa massa da manobra para a esquerda, que está detestando tudo que é proposto por Paulo Guede e Sergio Moro. Mas isso não aconteceu. Talvez exista uma boa quantidade de pessoas que não gostem do Bolsonaro, mesmo tendo votado nele no segundo turno, mas é inegável que o ministro Moro, por exemplo, tem mais moral com o povo brasileiro do que qualquer membro do parlamento. Isso os deixa furiosos. E é por isso que eles estão tão decididos a tirar poder do governo e na marra tentarem implantar um parlamentarismo, ainda que disfarçadamente.

Depois de alguns dias de análises, ao contrário do que algumas pessoas acham, as manifestações da última quarta-feira foram ótimas para o governo, pois as imagens mostraram a turma do "EleNao", ou seja, partidos, sindicatos e movimentos sociais ligados à esquerda, o velho e derrotista eleitor do PT. Nada de novo. Claro, havia alguns alunos mais inocentes que foram na onda por estarem preocupados com a sua instituição de ensino, o que é legítimo, mas que não aconteceria se fossem alunos bem informados do que realmente o MEC está fazendo e qual é a situação econômica verdadeira que esquerda e centrão nos deixaram.

O establishment midiático, que nunca escondeu sua intenção de empurrar candidatos da esquerda ou do "centrão" goela abaixo dos brasileiros, ainda não compreendeu por que seus esforços e apelos foram ignorados, nem por que o povo escolheu o candidato que a mídia mais odiava e mais odeia. Na cabeça dos jornalistas, os candidatos deles perderam porque eles não fizeram o suficiente para rotular, ofender e acusar Bolsonaro e seus apoiadores, quando a verdade é que perderam justamente por abusar desse expediente, extrapolando todos os limites da verossimilhança.
Filipe G. Martins

E hoje, pensando bem, acredito que a saída do Olavo de Carvalho não seja apenas uma decepção ou desilusão dele, mas sim uma estratégia. Se pegarmos suas falas de 2015 e 2016, ele sempre dizia que era mais importante primeiro formar conservadores do que eleger um presidente. Veja: Olavo poderia mirar sua artilharia na extrema-esquerda e no centrão para ajudar Bolsonaro, mas ele preferiu insistir em criticar as pessoas que fazem parte do próprio governo, mas que estão querendo seguir linhas diferentes daquelas que foram as vitoriosas nas urnas. Eu creio que o nosso velhinho da Virginia fez tudo isso premeditado, justamente para em momento propício, como agora, sair de cena e deixar os conservadores assumirem as rédeas de vez. O Brasil só tem a ganhar com os conservadores partindo pra cima da esquerda e do centrão, responsáveis por aos poucos estarem matando o nosso país há 130 anos.

Por isso que é muito importante absolutamente todo cidadão brasileiro que não aguenta mais ideias socialistas, corrupção, imoralidade, crises, fomes e instituições corrompidas irem às ruas dia 26. Os atos são em defesa de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Sergio Moro, mas, acima de tudo, são em defesa do Brasil. Nós queremos mostrar para a esquerda, para o centrão, para a grande mídia, para o STF e para todos os satélites que estão pendurado nas bolsas escrotais destes que o que nós queremos não é fazer uma espécie de "Revolução Francesa", pois esse nunca foi o nosso propósito, mas apenas exercer o nosso direito democrático de nos indignar com a farra existente com o nosso dinheiro, como disse, há 130 anos.


Sergio Moro representa o combate a corrupção, e Paulo Guedes representa o combate aos privilégios dos políticos. Já parou para pensar o que significa o êxito desses dois ministros para o Brasil? É o fim tanto da esquerda como do centrão, que se alternam ou se juntam, dependendo do período histórico, para nos roubar, nos golpear, até mesmo nos matar. Eu não tenho nenhuma dúvida que tanto os projetos do Paulo Guedes como os projetos do Sergio Moro são o principal motivo da raiva do centrão e da esquerda. E apenas Bolsonaro colocaria os dois nas funções que estão. E como a esquerda ficou mais fraca, mas não morta, cabe ao centrão defender o establishment. Por isso a principal disputa existente no Brasil é Bolsonaro de um lado e centrão do outro.

Em face disso, o presidente precisa, mais do que nunca, falar com as massas, não apenas nas redes sociais. Como chefe máximo do Estado, Bolsonaro pode falar em rede nacional de televisão e rádio a hora que quiser, quantas vezes desejar. O presidente precisa exercer esse papel, pois infelizmente nem todos os brasileiros de bem estão na internet, e os que estão sofrem com uma censura cada vez maior das redes sociais. Já os conservadores sim podem focar no trabalho de internet, principalmente informando as pessoas que sabem pouco ou nada do que se passa em Brasília. Também é desejável construirmos um partido conservador, mas isso pode ficar um pouco mais pra frente.

O centrão é a última barreira que resta para o establishment. Para eles virou uma questão de tudo ou nada. Por isso eles estão jogando todas as suas fichas na diminuição do poder de Jair Bolsonaro, daí vem a importância da Medida Provisória 870, que foi a que reconfigurou o governo federal, com a diminuição de ministérios e com a ida do Coaf para o ministério da Justiça, o que dá mais força para a Lava Jato. Obviamente, sem nenhuma surpresa, o Congresso, em sua maioria, está desesperado com isso. Eles querem mexer nessa configuração ou deixar a MP caducar para Bolsonaro ser obrigado a ter mais ministérios, mais gastos, com a receita cada vez mais em queda, para ser obrigado a dar uma pedalada fiscal e cair nas garras dos parlamentares.

O Brasil é realmente o país da hipocrisia. Acabei de pensar sobre algo muito importante: lembram quando os imbecis (especialmente na mídia) tentavam diminuir Olavo de Carvalho, dizendo que ele não tem diploma formal de Curso de Filosofia? Pois bem, usando esse mesmo critério: quem sabia que Rodrigo Maia abandonou o curso de Economia antes de terminar? Ele não tem nível superior. Portanto, aos estúpidos que dizem que Bolsonaro é “despreparado” para o cargo, gostaria de perguntar: é esse aí, Rodrigo Maia, que vocês acham ser “preparado” para conduzir a política nacional?
Guillermo Federico Piacesi

Além disso, centrão e seus aliados querem uma reforma da previdência que não tenha a reforma moral junto. É como se quisessem o fim da escravidão, mas mantendo a compra de negros para quem detêm o poder, pois uma reforma que não acabe com os privilégios da elite do funcionalismo público (políticos, judiciário etc) é tentar resolver a economia com medidas fracas, nos mantendo como escravos. Estão cogitando a taxação de grandes fortunas nesse mostrengo que está sendo criado pelo centrão. Todos os países que taxaram grandes fortunas enfrentaram fuga de capitais e investimentos, que logo depois significa crise, desemprego e aumento da pobreza para as pessoas mais vulneráveis do país. A aliança esquerda e centrão sempre foi especialista em trazer esses dissabores ao povo brasileiro.

O FATOR MBL

Kim Kataguiri pode até ser considerado bom deputado federal dentro do quadro político atual, mas ele é lobo em pele de cordeiro como todo o MBL. É importante ressaltar que a manifestação do dia 26 não defende fechamento do congresso e do STF, mas sim pressão no centrão para que as reformas feitas pelo governo sejam aprovadas, além de um apoio maciço para o presidente Jair Bolsonaro não cair.

A retirada de certos nomes do Congresso e do STF que trabalham contra o Brasil seria uma benção de Deus. Infelizmente, na atual conjuntura política, forçar esse tipo de atitude mais incisiva é inviável e causaria mal-estar social, podendo ocasionar a volta da esquerda ao poder. Porém, por mais que os militantes conservadores falem a respeito, essa fala é amostra de indignação, assim como a fala "bandido bom é bandido morto".

Falar em "fechar Congresso e STF" é expressão de indignação popular. Poucos defendem de fato essas ações no sentido literal, assim como atualmente cada vez menos pessoas defendem intervenção militar, até porque o positivismo militar dá forças para a esquerda implantar um regime totalitário em momento posterior.

É importante ressaltar também que o MBL e o establishment em geral preferem conservar as instituições corrompidas e aparelhadas do que de fato derrotar o esquerda revolucionária. O Movimento Brasil Livre é defensor do sistema que a esquerda levou 50 anos para implantar, com aparelhamento de todas as instituições que esse mesmo movimento de jovens iludidos idolatra.

O traidor, logo que ocupa seu “cargo” tão cobiçado por seu egoísmo e ânsia por poder, alia-se aos grandes destruidores de uma nação, comprometendo-se exclusivamente em satisfazer seus prazeres e interesses, pois já não há mais a necessidade de balançar uma bandeira. O traidor precisa “articular” e aparentar isenção sobre seus atos, mas seu objetivo claro é a perpetuação de seu poder e o crescimento de sua alcateia.
Anderson Sulzbacher

Falsificadores têm medo de apoiadores de Bolsonaro derrotarem centrão Falsificadores têm medo de apoiadores de Bolsonaro derrotarem centrão Reviewed by Wilson Oliveira on 12:41:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

Tecnologia do Blogger.