Governo Bolsonaro levará tecnologia de água atmosférica para escolas no semiárido

Crianças de Serra Leoa bebem água fornecida pela mesma empresa que fornecerá ao Brasil
O Lançamento da iniciativa deve acontecer ainda neste segundo semestre e conta com parcerias do Ministério da Saúde, do Desenvolvimento Regional e da Fundação Fiocruz 

Uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vai levar máquinas de produção de água potável por meio do ar para escolas no semiárido. O objetivo é levar água de qualidade e avaliar os impactos na saúde da disponibilização dessa tecnologia nas comunidades beneficiadas. O projeto conta com parceria do Ministério da Saúde, do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em reunião nesta segunda-feira (29) com participação dos representantes das instituições parceiras, o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas, Marcelo Morales, explicou que o projeto começou a ser desenhado a partir da visita do ministro Marcos Pontes a Israel e a doação de máquinas com essa tecnologia de produção de água pela empresa Watergen.

O programa foi montado para levar água potável de qualidade a comunidades escolares do semiárido, avaliar os impactos na saúde decorrentes do uso da tecnologia de geração de água atmosférica, assim como estimular a ciência cidadã com o envolvimento da população atendida no monitoramento da qualidade da água e disseminar conhecimentos relacionados ao tema.

As escolas serão escolhidas com base em critérios de exposição e sensibilidade à seca, risco à saúde e presença de programas parceiros e contrapartida institucional. As escolas selecionadas também serão atendidas pelo programa Gesac, com a instalação de uma antena de internet banda larga providenciada pelo Satélite Geoestacionário Brasileiro, e a doação de computadores pelo Programa Computadores para Inclusão.

São parceiros do programa o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade de Água para Consumo Humano (Vigiagua); o Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio do Programa Água Doce; e a FioCruz, que atuará na criação e implementação de uma metodologia deAvaliação de Impacto na Saúde considerando as dimensões sanitária, ambiental, tecnológica, mental, sociocultural, epidemiológica e econômica.

O projeto terá duração prevista de 18 meses. Os parceiros pretendem acertar os últimos detalhes da iniciativa e o lançamento deve acontecer ainda neste segundo semestre.

*reprodução: MCTIC

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