Professor da Unicamp critica Ancine e dispara: "Cinema nacional é ruim"


Por Wilson Oliveira e Fellipe Luiz Villas Bôas

O professor Jairo José da Silva, ex-Editor-Chefe dos Cadernos de História e Filosofia da Ciência do CLE-Unicamp, fez pesadas críticas ao número de funcionários da Agência Nacional de Cinema e comparou o Conselho Superior do Cinema com entidades da União Soviética.

"Descobri hoje que a Ancine tem cerca de 400 funcionários! Não há 400 filmes brasileiros dignos de serem vistos, em toda a história do cinema nacional. Descobri também, com mais espanto ainda, que existe um Conselho Superior do Cinema, órgão estatal! Parece algo saído da URSS de 1950".

A crítica de Jairo da Silva foi feita no mesmo dia que o documentário "Brasil, ame-o ou deixe-o" foi aprovado pela Ancine. O órgão tem sido alvo de polêmicas em suas aprovações contrárias aos princípios defendidos pelo atual governo federal. De acordo com o site da entidade, o filme receberá R$ 1,5 milhão do governo federal para retratar o período militar da história do Brasil a partir de paralelos com o atual momento político, enfatizando a repressão aos meios de comunicação e à classe artística.

"Pra que serve uma coisa dessas?! Ouço que para traçar as diretrizes norteadoras do cinema nacional. Se isso não é dirigismo estatal, eu não sei o que é. Nenhum cineasta se insurge contra a mão do Estado no seu negócio? Claro que não! Eles adoram uma tetinha pública", disparou o professor da Unicamp.

De acordo com o site "Estudos Nacionais", este tipo de aprovação vem sendo criticado por Bolsonaro, que já anunciou realocar a Ancine para Brasília, assim como fez com o Conselho Superior de Cinema, após terem sido denunciadas aprovações que claramente atentam contra os princípios defendidos pelo governo. Em sua crítica, o professor Jairo lembrou que as produções brasileiras só são premiadas onde há júris "companheiros".

"Discorde quem discorde, eu não vejo filme nacional. Nunca. Talvez perca alguns bons, mas me poupo de ver muita porcaria, que é maioria. Vez ou outra um cineasta brasileiro ganha um prêmio internacional, mas sempre em Cannes, Berlim ou Veneza, onde quem decide são júris de meia dúzia de engajados e companheiros. Quando a votação é democrática, como no Oscar, onde milhares votam, nunca ganham nada".

O artigo do site "Estudo Nacionais" revela que o documentário, ainda em fase de pesquisa, propõe contar a luta inglória dos artistas e jornalistas que queriam fazer oposição ao regime militar, associando o governo Bolsonaro a um período imaginado como de trevas e holocaustos diários pela classe jornalística e artística. Os realizadores puderam contar com o dinheiro público do próprio governo que pretendem atacar.

"Estudos Nacionais" lembra que desde as eleições, o jornalismo brasileiro da grande mídia tem se dedicado a gerar uma atmosfera de pânico e terror a respeito do futuro do país, imaginando que Bolsonaro, tão logo eleito, fosse extinguir a liberdade de imprensa, o Congresso e todas as formas de financiamento da cultura, o que acabou não acontecendo. O site afirma ainda que valendo-se da liberdade de imprensa que dizem defender contra ataques imaginados, a própria imprensa brasileira abusa da liberdade cometendo toda sorte de ataques militantes e ativistas, imaginando ver realizada a própria profecia.

O professor Jairo Silva vai na mesma linha ao comentar a atuação do cinema brasileiro.

"O único cinema de alto nível na América Latina é o argentino. Me irrita particularmente o uso ideológico que essa gente faz do cinema (no Brasil). Miserabilista, terceiro-mundista, tendencioso. Apesar de técnicos muitas vezes competentes e alguns bons atores (não todos, nem de longe), o cinema nacional é ruim, especialmente nos roteiros, de uma indigência tenebrosa. Gostaria muito de não ter que pagar por isso", completou Jairo.

O cinema brasileiro, assim como as redações jornalísticas da grande mídia, são dois dos meios mais infestados de progressistas, onde as ideias marxistas proliferam com imenso espaço. A parceria desses meios com os governos brasileiros das últimas décadas permitiram essa monopolização, sem nenhuma abertura para produções conservadoras. Bolsonaro é uma ameaça a essa ditadura, por isso mesmo vem sofrendo as mais diversas acusações, praticamente todas infundadas, das pessoas que transitam nesses setores.

Estamos nos esforçando para mostrar as coisas boas que os conservadores estão fazendo pelo Brasil. Se você nos ajudar, poderemos publicar mais artigos como esse. Visite o nosso Apoia.se!
Professor da Unicamp critica Ancine e dispara: "Cinema nacional é ruim" Professor da Unicamp critica Ancine e dispara: "Cinema nacional é ruim" Reviewed by Wilson Oliveira on 23:33:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

Tecnologia do Blogger.