Acusado de organizar "Dia do Fogo", ICMBio tem trabalhos feitos com ONG's


Por Wilson Oliveira

Uma matéria publicada na manhã deste domingo pelo site da Revista Globo Rural caiu como uma verdadeira bomba para ajudar a iluminar a causa dos incêndios na Floresta Amazônica. De acordo com a reportagem, já se sabe que mais de 70 pessoas – de Altamira e Novo Progresso - entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros, combinaram através de um grupo de whatsApp incendiar as margens da BR163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao Estado de Mato Grosso.

Outro trecho da matéria diz que a intenção desse grupo era mostrar ao presidente Jair Bolsonaro um apoio às suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama e quem sabe conseguir o perdão das multas pelas infrações cometidas ao meio ambiente. Outras informações obtidas pela própria matéria do site da Globo aliadas às informações obtidas por O Congressista mostram que não faz nenhum sentido que esse fogo tenha sido colocado em apoio ao Governo Federal.

O repórter do Globo Rural Ivaci Matias relata no meio da matéria que após a denúncia do “Dia do Fogo” veio a público uma nova versão que circula por toda a região. Matias conta que a pecuarista Nair Brizola, de Cachoeira da Serra, procurou a equipe de reportagem quando circulava pela estrada da “Bucha” para esclarecer alguns pontos. Confira o diálogo inteiramente idêntico ao que foi revelado na matéria:

–“Vocês são do meio ambiente?”, gritou ela de dentro de sua caminhonete.
-“Não. Somos jornalistas.”
– “Que ótimo. Que ótimo,“ diz em seguida.
– “Quem está colocando fogo por aqui?”, pergunto a ela
– “É o ICMBio [a sigla se refere ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Tinha uma moto preta colocando fogo em tudo aqui. E eles foram na minha propriedade com essa moto amarrada em cima da caminhonete deles. Tava escrito lá na porta”

Sem saber que nossa conversa estava sendo gravada, dona Nair continua:

– “Esse povo, se eles veem você, eles já vêm armado, já manda você parar, já toma seu celular. Você não pode fazer nada. As caminhonetes que eles andam fazendo esse terror todo, está escrito ICMbio. O presidente Bolsonaro tá certo quando diz que essas Ongs estão botando fogo,” completa ela.
- “Mas, ele andou falando também que pode ser os fazendeiros”, interrogo.
-“Não vou dizer que um ou outro não está fazendo isso, mas esse fogo que colocaram ai na beira da estrada, não é dos fazendeiros.”

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é uma autarquia criada durante o Governo Lula, sob a gestão de Marina Silva no ministério do Meio Ambiente, mais precisamente no dia 28 de agosto de 2007, com o objetivo de integrar o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). No site do Instituto, há a informação que cabe ao órgão executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs instituídas pela União.

Embora seja uma autarquia ligada ao ministério do Meio Ambiente, portanto ao Governo Federal, é notório que muitas ações realizadas pelo ICMBio são feitas em parcerias com as mais diversas ONG's, brasileiras e estrangeiras. O Congressista fez uma breve investigação no próprio site do Instituto e encontrou alguns exemplos.

1) O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) produz e gerencia informações sobre todos os primatas brasileiros, tendo como foco central o desenvolvimento de pesquisas científicas e ações de manejo para a conservação das 26 espécies constantes na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Todo esse trabalho é desenvolvido com a fundamental colaboração ou apoio de mais de 30 instituições parceiras, entre universidades, órgãos públicos, sociedades científicas, ONGs e empresas.

2) A equipe da Resex Maracanã, em parceria com a ONG Bicho d’água, visitou às comunidades da Vila do Mota, Vila do Penha e Praia da Marieta. Eles pretendem promover a capacitação dos pescadores para o resgate de tartarugas marinhas, cetáceos e outros animais que são capturados nos currais e nas redes de pesca, e que não são recursos pesqueiros de interesse econômico.

3) Exemplos de ações como essas foram a criação de duas UCs de conservação voltadas para as ararinhas-azuis, em 2018, e um acordo firmado entre o Governo brasileiro e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) para a repatriação de cinquenta ararinhas-azuis, assinado neste ano.

4) Na última sexta-feira (26), foi dia de festa no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) em Atibaia, São Paulo. O direção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), servidores e parceiros como as universidades e ONGs participaram da solenidade de comemoração dos 25 anos do Cenap.

Obviamente que o gravíssimo conteúdo revelado pela matéria do Globo Rural gerou uma imensa onda de repercussão. Os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, já se pronunciaram por meio das suas contas oficiais no Twitter.





O internauta Bruno Sousa, inclusive, respondeu ao tweet do ministro Salles revelando que é do Maranhão e que quando visitou os lençóis maranhenses ficou sabendo através dos guias turísticos que agentes desse mesmo ICMBio, que como mostramos realiza trabalhos em parceria com ONG's brasileiras e estrangeiras, faziam chantagens com esses guias em busca de dinheiro, caso contrário aplicavam-lhes multas.



Sem dúvida alguma o caso é bastante grave, merece ser investigado e esclarecido para toda a opinião pública, pois a comoção está cada vez maior. Preocupados com o que vem acontecendo na Floresta Amazônicas, internautas mostraram sua indignação e cobraram respostas.




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