Após expulsão de Frota, esquerdistas e centristas infiltrados no PSL ficam com medo


Por Wilson Oliveira

A expulsão do deputado federal Alexandre Frota do PSL acabou gerando um burburinho muito forte na Câmara dos Deputados Federais. Um assessor de um deputado do centrão revelou que há esquerdistas e centristas infiltrados no PSL demonstrando medo com os próximos passos que serão adotados na legenda de Bolsonaro. Eles temem que novas expulsões aconteçam e que sobrem apenas conservadores entre os filiados.

A questão toda gira em torno de um plano em curso para evitar que o PSL se organize e se transforme em uma legenda conservadora. Pessoas dos partidos de esquerda e do centrão acreditam que para sobreviverem é necessário manter sob controle a onda direitista que surgiu na sociedade brasileira desde meados de 2015. E para isso, é preciso neutralizar partidos que queiram surfar nessa onda. O mesmo plano estaria vigorando no Partido NOVO.

O site "Senso Incomum" chegou a denunciar que a presidente do diretório de Guarulhos do PSL foi candidata pelo PT. De acordo com o site, Adriana Afonso, que já pediu votos para o PT, assumiu o comando do partido na última quinta-feira (8/8). Adriana foi vereadora pelo PV, depois tentou a prefeitura de Guarulhos pelo PMDB (atual MDB), a vice-prefeitura e até ser candidata à deputada estadual, mas não obteve votos suficientes para nenhum desses cargos.



Pessoas que já pertenceram a outros partidos que vão desde a extrema-esquerda ao centrão se filiaram ao PSL com a missão de impedir uma organização do partido, mas principalmente para evitar que a legenda se transforme em um partido conservador. Essas pessoas temem que o surgimento de um partido conservador no Brasil faça pessoas até então desligadas da política se identificarem com o conservadorismo, o que tornaria mais difícil a implantação de políticas ligadas ao progressismo a medida que aumentaria a força ideológica do governo federal.

Essa fonte revelou o seguinte: "O PSL é um partido muito bagunçado, os deputados da bancada são inexperientes e cometem erros que são até motivo de piada nas rodinhas da esquerda e do centrão, sem contar que eles nem percebem quem são os infiltrados no partido deles. Mas se de repente o PSL se organizar e virar um partido conservador, a força do Bolsonaro pode aumentar, e isso vai complicar bastante não só para os parlamentares do centrão e da esquerda, mas também para outros setores da sociedade ligados ao progressismo".

A fonte também revelou que Alexandre Frota teria declarado para políticos do PSDB e do DEM que "jamais" seria expulso do PSL, pois, de acordo com o próprio Frota, o PSL "precisava dele" para não deixar a bancada do PT ser a maior da Câmara, e que por isso ele poderia continuar fazendo "as críticas que bem entendesse". Essa fonte afirmou que Frota apagou suas contas no Twitter e no Facebook "possivelmente" com medo da pressão que sofreria após essa declarações serem reveladas.

A expulsão de Alexandre Frota, portanto, liga o sinal de alerta em outros filiados do PSL que são ligados à esquerda e ao centrão. O temor deles se volta para a exigência do presidente Jair Bolsonaro que o PSL adote uma espécie de filtro ideológico para as candidaturas nas eleições municipais do ano que vem. De acordo com essa fonte, "se fizerem apenas perguntas, é fácil se esquivar, mas se pesquisarem o passado, aí complica". A fonte completou: "tem gente ali no PSL que se quiser apagar seu passado comunista, só trocando nome, RG e CPF".

Do lado conservador dos filiados do PSL, a mudança no partido promete ser profunda e radical. Até mesmo um convite feito a José Luiz Datena estaria causando um conflito interno. Um filiado conservador teria declarado: "Ou mudamos e viramos um partido 100% conservador, recusando todo mundo que já teve ligação com a extrema-esquerda, ou a gente aceita o Datena e continua sendo um partido muito bagunçado". O apresentador já foi filiado ao PT.

A estratégia da esquerda de se infiltrar em partidos de direita foi explicada por Raquel Brugnera em artigo para o Jornal da Cidade Online. No texto, Raquel afirma que "os serviços de infiltrados e desinformação é tática de guerra para sobrevivência e é exatamente o que a esquerda faz hoje, se infiltrando em partidos de direita para terem uma chance de eleição".

O Movimento Conservador, por sua vez, iniciou uma campanha de limpeza nos quadros do partido com a hashtag #FaxinaNoPSL.


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