“Acabou essa palhaçada”, diz secretário de Bolsonaro sobre esquerdismos na cultura


Por Wilson Oliveira

Em entrevista para o jornal “Gazeta do Povo”, Roberto Alvim, que foi indicado pelo governo Bolsonaro para ser diretor da Funarte e agora assumiu a Secretaria Especial de Cultura, que funciona como o antigo Ministério da Cultura, revelou que não haverá mais uso de recurso público para utilizar o cinema nacional como propagador de ideologia esquerdista.

“Acabou essa palhaçada. A obra de arte é uma entidade complexa, polissêmica, que emancipa o espectador, dá autonomia de pensamento ao espectador – e não conduz isso para uma tese. Vamos lançar esses editais e é importante que esses filmes encontrem os exibidores numa escala mínima. Porque a gente corre o risco, devido aos traumas anteriores de filmes brasileiros muito ruins, de os filmes novos não encontrarem exibidores”, disse.

O secretário de cultura contou como foi realizada a limpeza na Secretaria de Cultura exonerando todos os esquerdistas que estavam trabalhando por lá.

“Todas as estruturas de cultura do Brasil estão aparelhadas até o último fio de cabelo. Todas as estruturas. O que eu fiz foi: assim que entrei no cargo, em uma semana exonerei e nomeei todas as cabeças da Secretaria de Cultura. Todos as secretarias que estão abaixo de mim. Nessas pastas todas as pessoas que estavam trabalhando aqui foram tiradas. O que estou fazendo é colocar pessoas nos cargos de liderança nesses diversos setores para que elas analisem, porque é uma estrutura de dezenas de milhares de pessoas, e então trabalhar com pessoas que querem trabalhar em prol do país, e não de um partido político”.

ATAQUES DOS ARTISTAS ESQUERDISTAS

Roberto Alvim foi bastante atacado pela classe artística brasileira, notadamente formada por pessoas de mentalidade progressista, sendo chamado de censurador por ter mudado os critérios da Lei Rouanet. Ele explicou que mudanças foram essas.

“Havia alguns produtores que captavam sempre nas empresas. Então estabelecemos um teto para a captação da lei Rouanet. Para que o dinheiro, milhões e milhões de reais, possa ser distribuído entre os vários projetos. Cada CNPJ passou a poder captar um valor muito menor. O teto para espetáculos de teatro, por exemplo, ficou em R$ 1 milhão. Porque eu, com a minha experiência de 30 anos, sei que dá para montar qualquer espetáculo com menos de R$ 1 milhão. Nunca tive um orçamento de R$ 1 milhão e montei mais de cem peças que rodaram o Brasil. O que havia eram valores absurdos”, detalhou.

ATAQUES DOS JORNALISTAS ESQUERDISTAS

Como determina todas as obras consagradas de emancipação do comunismo no sociedade ocidental, principalmente nos livros publicados pelos autores da Escola de Frankfurt, a cultura é vista como o principal canal para disseminação das ideias revolucionárias, contidas no que esses escritores chamam de “Teoria da Análise Crítica”. Ao mexer nesse vespeiro, Alvim também foi vítima de ataques de outro canal para divulgação de ideias esquerdistas: a mídia.

“O começo foi marcado por muito atrito. Esses atritos permanecem. Eles continuam me atacando diariamente. Todo dia pela manhã recebo clipping de editoriais de jornais. E veja o peso que tem um editorial. Fui vítima de vários editoriais tentando me desqualificar. Só digo uma coisa: essas pessoas não aguentam dez minutos de debate sobre história da arte comigo. Não há ninguém no Brasil e raras pessoas no mundo que possam conversar comigo sobre história do teatro. Inclusive um detrator meu disse na revista Época que meu conhecimento de teatro é enciclopédico. E de fato, sem falsa modéstia, é. Então é muito difícil eles discutirem comigo sobre isso”, disse o secretário do governo Bolsonaro.


ATÉ OS LIBERAIS ATACARAM

Usados como fantoches da esquerda quando o assunto é cultura, por defenderem uma liberdade econômica mesmo que isso signifique a “venda” da cultura para empresários esquerdistas, Alvim também foi alvo de crítica dos liberais.

“Somos conservadores. Conhecemos e amamos profundamente a história da arte. E é com base nessa história que nos norteamos. Não podemos achar que o mundo começou ontem. Se você entrega ao livre mercado a produção de obras de arte, o que você vai ter é o pior lixo comercial sendo bombardeado nas pessoas. Há todo um processo de estupidificação, de emburrecimento perpetrado nas últimas décadas no Brasil que faz com que as pessoas tenham sido bombardeadas permanentemente com o pior lixo cultural possível. Toda essa discussão que os liberais têm conosco – e alguns deles são muito ignorantes do ponto de vista cultural e artístico e se arvoram a opinar sobre uma coisa da qual não fazem a menor ideia, que não faz parte do mundo qual eles vivem...”, disparou o secretário.

A POLÊMICA COTA DE TELA

Alvim também explicou a polêmica sanção do presidente Bolsonaro sobre a cota de tela, que reserva uma fatia do mercado cinematográfico para a exibição de produções brasileiras.

“Essa cota mínima vai proporcionar que os filmes sejam exibidos e, uma vez exibidos, e tendo êxito, pode apostar que eles vão ficar meses em cartaz. Não tendo êxito, eles sairão de cartaz. E vamos ver como esse mercado vai evoluir a partir dessa guinada do cinema brasileiro e vamos ver, ano após ano, como trabalhar com as cotas”, explicou.

Roberto Alvim também esclareceu como funcionará a cota de tela durante o governo Bolsonaro.

“A cota de tela é uma lei. O presidente não pode simplesmente revogá-la. Ele é obrigado, ano após ano, assinar um decreto determinando novas porcentagens. O que fizemos foi uma redução considerável. Antes a gente determinou entre 15 e 27 dias. Isso tudo foi um processo embasado tecnicamente e conversado exaustivamente com exibidores de grande, médio e sobretudo de pequeno porte, que exigiam que tomássemos uma medida quanto a essa regulação. Era preciso determinar o tamanho dessa regulação e um mínimo de intervenção do Estado. A lei vai até 2021. Aí vamos ver se decretamos o fim do procedimento da determinação de cota de tela. Mas agora não podíamos fazer isso”, concluiu.

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