"Permanência de Mandetta pode condenar milhares à morte", pressionam médicos


Por Wilson Oliveira

Esta segunda-feira (06), que foi um dia bastante movimentado para todos os profissionais de saúde no Brasil, promete se estender madrugada adentro. Após o anúncio da permanência de Luiz Henrique Mandetta à frente do Ministério de Saúde, cuja demissão chegou a ser encarada como certa de acontecer, médicos de todo Brasil entraram em contato com fontes do Governo Federal para demonstrar indignação com a decisão. Eles alegam que a permanência de Mandetta pode condenar milhares à morte.

Ministros da ala militar do Governo costuraram um acordo durante a tarde desta segunda-feira para convencer o presidente Jair Bolsonaro a desistir da demissão de Mandetta, o que seria sacramentado na reunião ministerial. Assim que foi confirmada a permanência do ministro no cargo, cerca de 50 médicos de todas as regiões do Brasil começaram a se movimentar para organizar uma pressão, sobretudo para cima de Bolsonaro.

Esses médicos relataram ao Governo que há pacientes tendo sérias complicações e chegando a óbito por dificuldades na realização de exames ou de atendimento emergencial. Há laboratórios fechados pela quarentena, e unidades de emergência vazias a espera de pacientes com covid19. Os profissionais de saúde também defenderam que de fato haverá um colapso no sistema de saúde, mas não pelos casos de coronavírus, e sim por uma quarentena "irresponsável e sem critério" que jogou para escanteio os atendimentos aos demais problemas de saúde enfrentados por milhões de brasileiros.



Em entrevista para o canal de Hélio Beltrão, que é economista e presidente do Instituto Mises Brasil, os médicos Paolo Zanotto, virologista da USP (Universidade de São Paulo), e Pedro Batista Júnior, diretor-geral da Prevent Sênior, fizeram uma clara e enfática defesa do uso da hidroxicloroquina na fase inicial do tratamento de idosos que foram contaminados. Nem o Dr. Zanotto nem o Dr. Pedro Batista, entretanto, estão entre os médicos que estão procurando o Governo na noite desta segunda para fazer pressão pela demissão de Luiz Henrique Mandetta.





Em sua conta no Twitter, Hélio Beltrão declarou que "a obstaculização do tratamento precoce com hidroxicloroquina pelo Ministério da Saúde" pode ter como motivação "a continuação do caos", o que, de acordo com Hélio, "permite acesso a novas verbas, com pouco escrutínio, e passíveis de repasse “em caráter emergencial” com uma canetada para onde for determinado". Essa suspeita tem sido levantada por vários comentaristas políticos, principalmente neste último final de semana, quando foi revelado que a postura do ministro Mandetta vai na contramão dos pesquisadores que estão na linha de frente dos estudos sobre a hidroxicloroquina no Brasil.



Nesta segunda à noite, Ana Paula Henkel, ex-jogadora de vôlei e atualmente comentarista política, divulgou em seu Twitter a capa de um documento, elaborado por médicos de uma frente internacional de combate ao Covid-19, que estão incluídas sugestões sobre o uso de hidroxicloroquina (HCQ), cloroquina (CQ), ventilação propensa e oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) como medidas importantes para o tratamento de pacientes com coronavírus.



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