Investigadores afirmam que Jair Bolsonaro não cometeu nenhum crime, diz jornal

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Por Wilson Oliveira

Investigadores que fazem parte do inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República avaliam que, até o momento, não foi encontrada nenhuma prova de crime cometido pelo presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o jornal Gazeta do Povo, esses investigadores acreditam que o procurador-geral da República Augusto Aras decidirá pelo arquivamento do caso.

Destaca-se também o fato de Moro manter uma postura precavida, principalmente no seu depoimento, ao afirmar que o presidente Bolsonaro "não cometeu nenhum crime".

Os investigadores também revelaram ao jornal que as acusações do ex-ministro Sergio Moro têm cunho totalmente político, não trazendo nenhum estrago jurídico à imagem de Bolsonaro. Os investigadores observaram que haveria algum crime caso Moro tivesse afirmado - e comprovado - que Bolsonaro exigiu acesso a um determinado inquérito sigiloso sob pena de demiti-lo. O próprio ex-ministro disse em juízo que isso "nunca" ocorreu.



Ainda de acordo com Gazeta do Povo, um integrante da cúpula da PGR disse, reservadamente, ao avaliar que o caso tem muita "pirotecnia" para pouca substância, que o ex-ministro Sergio Moro "é um poço de mágoas". Essas fontes que acompanham o caso avaliam que o ex-ministro tenta usar o inquérito como palanque político para limpar a própria imagem.

A respeito do vídeo da reunião ministerial, essas fontes da investigação relataram à Gazeta que o conteúdo não tem nada de "devastador", como algumas pessoas previram antes mesmo de saberem o que havia nas falas. O ex-ministro Sergio Moro, o ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, o ex-superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro Ricardo Saad, três ministros generais do Governo e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) já prestaram depoimento. O inquérito também reúne nos seus autos mensagens de WhatsApp, além do vídeo da reunião ministerial.

Logo após o pronunciamento que Moro deu para anunciar que estava de saída do Governo, disparando uma série de acusações contra o presidente, Aras pediu ao Supremo que se apurasse os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra. Alguns desses crimes tem, inclusive, Sergio Moro como alvo de investigação.

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