"Sempre fui chamado de nazista e de fascista pela esquerda radical", relata eleitor do PSDB


Por Wilson Oliveira

Em conversa com O Congressista, o empresário carioca do ramo imobiliário, Matias Gomes, de 63 anos, fã incondicional do Governo FHC e eleitor fiel do PSDB, relatou que nas eleições anteriores à de 2018 sempre conviveu com xingamentos de "fascista" e "nazista" por parte da esquerda radical.

- Tenho mil e um motivos pra criticar o Jair Bolsonaro. Acho ele tosco, babaca, maluco, mentiroso, cara de pau, um presidente horrível. Mas não mergulho nessa narrativa inescrupulosa e hipócrita da esquerda radical de chamá-lo de fascista e nazista. Eu mesmo já fui vítima desses xingamentos por ser um eleitor do PSDB. Sempre fui chamado de nazista e de fascista pela esquerda radical por ter votado e feito campanha pro FHC, pro Alckmin, pro Serra e pro Aécio Neves - disse Matias.

- Desses nomes, eu só me arrependo de ter apoiado o Aécio. Ele é um sem vergonha que enganou os tucanos. Mas os outros três tenho o maior orgulho de ter colado adesivo no vidro do meu carro, de ter erguido bandeira na janela do meu apartamento e ter colaborado para as campanhas presidenciais. E a esquerda radical nunca aceitou que existissem pessoas que optassem pelos adversários do PT. Todo mundo, absolutamente todo mundo que enfrenta o PT nas eleições, eles chamam de fascista e de nazista. Pode pesquisar que vocês vão comprovar o que estou falando - completou Matias.

Matias Gomes revelou que seu filho, o advogado Fernando Gomes, de 35 anos, é um militante ainda mais atuante a favor dos tucanos, mas que enfrenta os mesmos problemas relatados por seu pai.

- Meu filho se formou em Direito na PUC aqui no Rio de Janeiro. A vida universitária dele foi um inferno. Ele fez a faculdade durante o governo Lula, e nunca escondeu que era um tucano de carteirinha. Por conta disso, chegou a ser agredido verbalmente e com cusparada no rosto no banheiro da faculdade na época do Mensalão. Militantes de partidos comunistas chegaram a depredar o carro dele e a escrever "fascistas não passarão" e "morte aos fascistas" - contou Matias.

O empresário revelou que sente um "certo desconforto" por ver que o seu partido, o PSDB, aceitar agora com o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores o modus operandi de xingamentos promovido por PT e cia mesmo depois dos seus eleitores terem sofrido nas mãos da extrema-esquerda.

- Eu tenho um certo desconforto com o meu partido, o PSDB, por ver que hoje eles estão aceitando esse veneno da esquerda radical contra o Bolsonaro. Pra mim isso é um desconforto imenso porque lá atrás esse veneno era usado contra nós, os tucanos. O PSDB deveria levantar a bandeira do equilíbrio e da serenidade, combatendo o radicalismo dos bolsonaristas e ao mesmo tempo combatendo o radicalismo da esquerda. Ambos são totalmente prejudiciais à nossa democracia - desabafou Matias.

As respostas estão publicadas na íntegra, pois esse foi o acordo para que o entrevistado nos aceitasse conceder esta entrevista.

Além de publicar as declarações por inteiro, O Congressista seguiu o conselho do tucano Matias Gomes e foi pesquisar a forma que a esquerda radical tratou os seus adversários antes da projeção de Jair Bolsonaro no cenário político nacional. O que encontramos bate exatamente com o que foi dito por Matias.

Surpreendentemente, verificamos que até mesmo a ex-senadora e ex-ministra de Lula, Marina Silva, integrante tradicional da esquerda brasileira, foi chamada de "fascista" pelos esquerdistas radicais na época em que aparecia como maior ameaça eleitoral ao PT. Confira:

No dia 21 de outubro de 2014, o site da Revista Veja publicou um artigo com o título: "Em discurso raivoso, Lula agora compara tucanos a nazistas".


No dia 8 de agosto de 2012, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria com o título: "Site de Haddad tira do ar vídeo que ligava Serra a Hitler".


Um dia depois, 9 de agosto de 2012, o site da Revista Fórum, que é de extrema-esquerda, não só colocou Serra no título, como também incluiu a Folha de S. Paulo e completou com "um tal de nazismo que perambula por aí".



No dia 11 de outubro de 2017, um blog de extrema-esquerda chamou a polícia de São Paulo de nazista por conta de uma operação que teve o filho de Lula como alvo.



Até mesmo Fernando Henrique Cardoso já foi comparado ao ditador nazista Hitler pela extrema-esquerda, como mostra o blog "GGN".



Em 2014, foi a vez de Aécio Neves ser chamado de nazista pelo ex-presidiário Luis Inácio Lula da Silva, como mostra essa matéria do jornal Estadão.



Já essa matéria de O Globo, de 2017, mostra que Geraldo Alckmin e João Doria não escaparam desse insulto disparado pela extrema-esquerda.



Como já mencionado, até mesmo a esquerdista Marina Silva foi chamada de fascista em 2017, por ter convidado Deltan Dallagnol para ser filiar à Rede, trazendo preocupações eleitorais para o PT.



Até mesmo o jornalista Felipe Moura Brasil, que tornou-se um crítico de Jair Bolsonaro, já publicou artigo relatando que xingar de fascista é uma velha prática petista. 


O relato acima de Matias Gomes, a agressão sofrida por seu filho, Fernando Gomes, e as inúmeras matérias e artigos apresentados acima comprovam por A + B que a esquerda radical chama qualquer um de fascista e/ou de nazista, basta que este alguém torne-se um adversário em uma eleição. E essa forma de agir é totalmente o oposto de democracia.

Confira abaixo o editorial "Em nome da democracia, é preciso combater os Antifas", de O Congressista TV: 



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