Kanye West, o "negro de direita" que está calando a boca da esquerda nos EUA


Por Thiago Cortês

Em 2016 Kanye West foi hospitalizado como resultado de um profundo esgotamento físico e emocional. West é conhecido por se dedicar 100% aos seus projetos. É um perfeccionista.

E naquele ano a conta por tanto esforço chegou. Kanye perdeu o equilíbrio. Shows foram cancelados. A turnê naufragou.

West promovia seu álbum, The Life Of Pablo. Em novembro ele teve um surto em casa e teve de ser algemado na ambulância à caminho do hospital...

Pra piorar, West sugeriu que votaria em Trump porque estava farto “do Partido Democrata tentando controlar os negros”. A presença dele em grandes eventos foi cancelada.

Tudo indicava que a carreira de Kanye West havia chegado a um final trágico. Ele passou a ser tratado com chacota pela grande mídia. Desprezado. Ridicularizado.

Mas ele não se entregou. Em 2017 Kanye se voltou às suas raízes cristãs. A morte de sua mãe, Donda, ocorrida naquele ano, teve impacto nisso.

West assumiu sua fé cristã e, então, virou de vez um grande pária na comunidade artística americana.

Em 2019 Kanye West iniciou um REBRANDING de sua vida e carreira. (Rebranding é a ação estratégica de reposicionamento de marca; no caso de West, a marca é ele mesmo).

Com “Jesus Is King”, lançado em outubro de 2019, West dialogou com as raízes da América, que são cristãs, e foi reabsorvido pelos afro-americanos. West substituiu rimas sobre bundas e vadias por mensagens de amor e fé. Agora ele não alcançava “apenas” o americano médio de 30/40 anos, mas os PAIS dele!

O Rebranding de West entrou na fase de ouro agora. O rapper anunciou sua “candidatura” à presidência dos EUA. Não importa se ele vai mesmo concorrer – tudo indica que já perdeu os prazos exigidos por lei.

O que importa é que agora os EUA estão se perguntando se Kanye West é presidencial o suficiente. A mídia tentou destruí-lo, mas ele mudou o cenário quando perguntou ao povo americano se gostaria de vê-lo na Casa Branca. Agora ele dá as cartas.

A manobra de Kanye é o que Scott Adams chama de “Duas Maneiras de Vencer e Nenhuma de Perder”. Se ele não se candidatar, já fez com que os EUA discutissem a sua conversão, suas ideias, e o imaginassem na Casa Branca.

Trump fez o mesmo durante décadas! Aliás, se eu fosse mais esperto, já teria dito que este é um Rebrading genial de...Donald Trump! O seu apoiador de 2016 volta agora como concorrente de fachada para abalar os votos que os afro-americanos depositariam no democrata Biden.

O que, vale registrar, é outra manobra genial que Robert Greene chama de “Estratégia do Fronte-Interior”: infiltrar agentes de divisão no campo adversário ao invés de tomá-lo à força.

O que podemos aprender? Para a nossa sobrevivência imediata, precisamos mais da cultura de massas do que da alta cultura.

Quem vai salvar o dia na América não é o acadêmico que sabe tudo sobre Russel Kirk. É Kanye West.

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>>Positivismo e intervenção militar: a assombração da direita



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Kanye West, o "negro de direita" que está calando a boca da esquerda nos EUA Kanye West, o "negro de direita" que está calando a boca da esquerda nos EUA Reviewed by Wilson Oliveira on 23:02:00 Rating: 5

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