"Vamos tomar no c** se Bolsonaro tiver seu próprio partido", diz deputado esquerdista


Por Wilson Oliveira

Embora 2020 seja ano de eleição para prefeito e vereador, os bastidores da política brasileira estão agitados já por conta do pleito de 2022. O motivo se dá por um partido que ainda tem um longo caminho para alcançar o registro: Aliança pelo Brasil.

Lideranças de esquerda, como o governador do Maranhão, Flavio Dino, do Partido Comunista do Brasil, estão articulando a criação de um novo partido esquerdista, que seria resultado da junção de partidos já existentes, como o PCdoB e o PSB. Dino está chamando o projeto de "MDB da esquerda".

De acordo com interlocutores da Câmara dos Deputados, o assunto vem recebendo atenção de cada vez mais políticos esquerdistas em Brasília. A cada semana tem ficado mais comum escutar comentários nas galerias do Congresso, como esses abaixo, por exemplo:

Precisamos parar de ficar sonhando que o Bolsonaro vai cair no próximo mês.

Está na hora de encararmos a realidade que o Bolsonaro caminha pra ser reeleito. Isso é horrível, mas não podemos repetir o erro de 2018

Temos que transformar a eleição de 2022 na maior guerra que o Brasil já testemunhou. Ninguém vai suportar outro mandato presidencial desse cara

Além da imensa preocupação com a reeleição de Bolsonaro, esses políticos também se preocupam com a possibilidade do Aliança pelo Brasil conseguir o seu registro partidário em tempo hábil para a disputa de 2022. Esses parlamentares da esquerda temem que Jair Bolsonaro consiga formar uma bancada grande no Congresso que seja fiel à sua agenda.

Nós vamos tomar no cu se Bolsonaro tiver seu próprio partido. A chance dele fazer muitos deputados federais é considerável

A gente deu sorte que o PSL foi um hospício carnavalesco a céu aberto, mas não dá pra contar com essa sorte novamente

Flavio Dino, apontado como o grande responsável por essa articulação para a criação de um mega partido de esquerda, e que já conta com o apoio do PSB, tem mantido conversas com Marcelo Freixo, que tem se desentendido com o comando do PSOL, além de conversar frequentemente por telefone com o ex-presidiário Lula.

Pessoas próximas de Flavio Dino revelam que ele tem um sonho ambicioso de que esse mega partido seja um substituto do PT, recebendo as bênçãos de Lula, e que também atraia o PDT, de Ciro Gomes.

Se todas essas legendas resolverem fazer uma fusão, o novo partido que resultará desse enlaçamento poderá abocanhar a maior fatia do bilionário fundo partidário brasileiro.

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