Governo Bolsonaro precisa se defender das acusações sobre Manaus

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Por Isadora Salutem

Chega a ser irritante ver como o governo Bolsonaro apanha todo santo dia na mídia e é totalmente incapaz de se defender como deveria, institucionalmente, para todos os brasileiros. 

A tragédia ocorrida no Amazonas é um daqueles episódios que será lembrado por muitos anos. É revoltante imaginar que 213 pessoas foram sepultadas no mesmo dia por morreram sufocadas porque o governador do estado não fez o dever de casa de comprar respiradores certos, em locais apropriados.

De acordo com a Revista Oeste, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), gravou um vídeo pedindo o impeachment de Wilson Lima (PSC) por ele ter comprado respiradores falsos, por um preço superfaturado, em uma loja de vinhos. 

Outras reportagens da própria grande mídia, como Estadão, G1 e Correio Braziliense revelam que o governador amazonense deve explicações desde o início da pandemia de covid-19 por péssima gestão com dinheiro público.

E o governo federal está sofrendo com o peso de tudo isso porque, sabemos muito bem, há muitos interessados na queda do presidente Jair Bolsonaro que aproveitam absolutamente qualquer coisa para fazer barulho pedindo o seu impeachment.

Longe de mim querer ensinar político experiente e eleito democraticamente a governar. No entanto, por conta da minha profissão de jornalista, acredito que posso dar um toque sobre a comunicação. Caríssimo presidente, vossa excelência falha miseravelmente nesse ponto. 

Jair Bolsonaro divulgou um vídeo no seu canal oficial no Telegram e em outras redes sociais elencando as vultuosas ajudas do governo federal ao estado do Amazonas. Só que isso não deveria ficar restrito à internet. Era preciso marcar uma coletiva de imprensa e prestar contas de tudo isso. 

Não adianta a bolha de apoio saber que Bolsonaro não é o maior culpado enquanto todo o resto do mundo estiver recebendo uma versão completamente diferente sobre o que está acontecendo no Brasil.

Se pegarmos as declarações de políticos como Rodrigo Maia ou de qualquer outro filiado de partidos da extrema-esquerda, ou reportagens da grande mídia nesses últimos dias, como o "desabafo" de Willian Bonner no Jornal Nacional, vai parecer que o Messias não passa de um diabo que faz pouco caso da morte da população. 

Essa fome insaciável pela destruição do governo está causando distorções inaceitáveis no curso da história brasileira. Em meio a essa tragédia em Manaus, está parecendo que as autoridades de lá são meros cordeirinhos que não fizeram nada de errado. Capaz de saírem de tudo isso como vítimas. 

E se tem uma coisa que Bolsonaro é culpado é em ignorar a comunicação tradicional, institucional, profissional. E não me importa se general A ou B está o aconselhando a agir dessa forma covarde e amadora. O presidente da república é ele, a última palavra é dele. E quem sofrerá as maiores consequências da escolha do governo também será ele.