Vídeo de Daniel Silveira escancara divisão na direita bolsonarista


Por Wilson Oliveira 

Já faz algum tempo que a direita bolsonarista está dividida em duas alas.

Uma ala quer gritaria e treta, mesmo que isso não traga NENHUM resultado prático, pois essa ala se contenta com "coragem", "enfrentamento", "bater de frente". 

Se o resultado de toda essa "força" for direitistas sendo presos e o autoritarismo do establishment permanecendo intacto, pra essa primeira ala não tem problema, pois pra ela o que vale é gritar e espernear. 

A outra ala da direita bolsonarista "envelheceu" mais rápido e não tem mais nenhum saco pra falatório e mitadinha de rede social, pois é mais exigente e quer TRABALHO e RESULTADO, independente do que é possível no momento, desde que seja algum resultado prático. 

Exemplo do que essa segunda ala quer ver: a direitista Bia Kicis assumindo a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, mas que agora corre risco de não acontecer por conta do vídeo do deputado Daniel Silveira. 

Caberá ao centrão contornar essa balbúrdia causada por Silveira justo no momento que o Governo Bolsonaro está (ou estava) com a faca e o queijão na mão, com toda a sua oposição, como reconheceu a Veja e o jornalista Merval Pereira, completamente esfacelada. 

Felizmente o presidente Jair Bolsonaro e toda sua equipe de ministros estão cada vez mais integrados à segunda ala da direita bolsonarista. E que assim permaneçam, portanto, mantendo distância da peripécia aprontada por Silveira, que não enfraqueceu nenhum ministro do STF, pelo contrário, a única consequência foi o próprio deputado bolsonarista ser preso. 

O Brasil precisa de políticos que tenham um mínimo de inteligência nos seus atos, que trabalhem mais e que mostrem resultados. Na política, o que conta é o que cada um pode construir e qual consequência prática pode obter. 

O falatório só tem utilidade para tretinha de rede social e conversa de bar, exatamente a mesma coisa que o Big Brother Brasil: ou seja, não tem nenhuma relevância para solucionar os problemas do país.