Economia deve melhorar no 2º semestre e beneficiar Bolsonaro

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Por Wilson Oliveira

Essas últimas cinco semanas foram muito complicadas no Brasil. O noticiário apocalíptico bombou como nunca tínhamos visto antes: colapso nos hospitais, recorde de óbitos, STF agressivo colocando Lula de volta ao tabuleiro político, economia em frangalhos, com pequenos comerciantes falindo, desemprego subindo, fábricas fechando etc. 

No futebol existe uma expressão que diz: "É preciso saber sofrer". E ela se aplica milimetricamente ao que vivemos no nosso país do início de março para cá. Tivemos que saber sofrer sem ninguém ter nos perguntando se estávamos prontos para uma experiência implacável como essa. 

O leitor pode até estranhar o título deste artigo justo neste momento, quando as coisas ainda estão bem negativas. Mas ao colocarmos a cabeça no lugar, qualquer um entende essa projeção que está sendo feita. Não é que o segundo semestre vai ser lindo, perfeito e maravilhoso. Nada disso. Mas ele será de recuperação, principalmente econômica. Por motivos óbvios.

Ao contrário do que alguns pensam, influenciados pelo noticiário agressivo que apostou pesado no terrorismo psicológico, a nossa economia não quebrou completamente. Na verdade, ela foi obrigada a dar uma grandiosa paralisada por conta da adoção de medidas restritivas que inicialmente durariam apenas 15 dias no início de 2020, mas que completou um ano em nossas vidas sem nenhum motivo para comemorarmos. 

Não podemos nos iludir achando que essas reaberturas paliativas, de mentirinhas, poderiam ter reaquecido a economia, pois foi um período de completa incerteza. Um dia as coisas podiam funcionar, no outro, não. Isso aconteceu por todo país, obrigando a população a ficar pesquisando quando os estabelecimentos iriam abrir. Desse jeito, é óbvio que a economia continua em estado de hibernação, aguardando o grande momento em que ela será definitivamente liberada sem as preocupações relativas à pandemia. 

De acordo com analistas de investimentos ouvidos por O Congressista, esse momento chegará no segundo semestre deste ano, quando o Brasil tiver concluído a vacinação da população idosa e dos cidadãos que apresentam comorbidades. Soma-se a isso o fato de estar previsto, para os próximos meses, a chegada de lotes e mais lotes trazendo milhões de doses de vacina para o nosso país. Não é demais imaginar uma decolada na imunização da população antes de dezembro. 

Nosso ministro da saúde, acertadamente cauteloso, acredita que por volta de setembro vamos terminar de imunizar todas as categorias prioritárias. Embora seja recomendável trabalhar com projeções conservadoras, ainda mais em casos como esse, podemos ir além levando-se em conta os lotes de vacinas já comprados que estão em vias de desembarque em solo brasileiro. Sendo assim, em setembro poderemos ter ao menos 50% de toda população completamente apta a andar nas ruas sem se preocupar com o coronavírus. 

Considerando que esse cenário de metade da população imune tem permitido que países caminhem para a normalização do seu cotidiano, como é o caso de Israel, é baseado nisso que projetamos a retomada - pra valer - da nossa economia por volta de agosto e setembro. Todos os nossos setores voltarão a se reaquecer ao mesmo tempo, sem imposição de horários, dias ou de quantidade de clientes. É isso que todo mundo espera: empresários, trabalhadores e consumidores. 

Essa projeção econômica também nos permite uma projeção política, já que são duas coisas umbilicalmente interligadas. O presidente Jair Bolsonaro vai recuperar a parte da sua popularidade que foi perdida desde o final do ano passado. E não será apenas pelo fato dos brasileiros voltarem a ter dinheiro no bolso, mas sim porque, nem mesmo com toda força que setores políticos e midiáticos fazem pra tentar implodir a imagem do presidente, não será possível esconder que a disparada da vacinação será obra do governo federal. 

Jair Bolsonaro voltará a ser apontado como presidente com a reeleição garantida, como, aliás, vinha sendo apontado até mesmo pelos seus maiores rivais entre os últimos meses de dezembro e janeiro. E podemos acrescentar um novo fator no tabuleiro político. O doutor Marcelo Queiroga, que assumiu o ministério da Saúde no momento mais crítico da pandemia, herdará o bônus de ter sido o gestor que deu a volta por cima nesse problemão e, quem sabe, poderá até colher alguns louros na eleição de 2022, se esse for o seu desejo.