Projeto discute nomes conservadores para senador e governador em 2022


Por Wilson Oliveira

A cada decisão estapafúrdia do STF, uma imensa quantidade de cidadãos brasileiros se irrita e exige uma reação do Congresso, principalmente do Senado, que é a casa legislativa responsável por votar impeachments de ministros do Supremo.

Alguns senadores, inclusive, já se manifestaram publicamente a favor da abertura desses processos de impedimentos de alguns togados, afirmando que o ativismo judicial da corte atingiu níveis intoleráveis. 

Há vários pedidos que já foram enviados à Brasília, tendo como principais alvos os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Luis Roberto Barroso, que ordenou recentemente ao Senado a abertura da CPI da Covid, é mais um que está entrando no radar dos pedidos. 

Como a chance real de um processo de impeachment de um ministro do STF ser aberto e aprovado ainda na legislatura vigente é muito pequena, O Congressista resolveu reunir um time de ativistas conservadores para debater nomes que podem concorrer aos cargos de senador e governador nas eleições de 2022.

A eleição para os governos estaduais é outra que vai requerer o máximo de atenção dos eleitores, principalmente após os muitos erros cometidos na gestão da pandemia. Denúncias de vultuosos desvios de verba pública destinada ao combate do coronavírus surgem em vários estados. 

Wilson Witzel (PSC) e Carlos Moisés (PSL), eleitos em 2018 respectivamente para os governos de Rio de Janeiro e Santa Catarina, estão com impeachments praticamente consolidados por conta da corrupção durante a pandemia. 

O projeto para a discussão de nomes conservadores para as próximas eleições chama-se SENGOV. Cada vez que novos possíveis candidatos forem incluídos, O Congressista divulgará um artigo informando. Inicialmente, a lista já conta com alguns nomes, como Bia Kicis (DF), Abraham Weintraub (SP) e Ernesto Araújo (RS). Confira abaixo a lista completa:

Abraham Weintraub (SP)

Ex-ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub (49 anos) também é economista e diretor-executivo do conselho administrativo do Banco Mundial, além de ter sido professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Na famosa reunião ministerial em que o ex-ministro Sergio Moro alegou haver provas de que o presidente Jair Bolsonaro estava interferindo na Polícia Federal, Weintraub proferiu a histórica frase em crítica aos ministros do STF: "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando pelo STF".

Bia Kicis (DF)

Deputada federal e atualmente presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, Beatriz Kicis Torrents de Sordi (59 anos) também é advogada e foi procuradora do Distrito Federal. É fundadora do Instituto Resgata Brasil e uma das principais ativistas do País na defesa do voto impresso, tendo participado, em 2015, no Supremo Tribunal Federal, da audiência sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade como oradora na defesa da adoção do sistema de voto auditável nas eleições brasileiras.

Damares Alves (SE)

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves (57 anos) também é advogada e pastora evangélica. Está cotada para disputar o Senado pelo estado do Sergipe. Na famosa reunião ministerial em que o ex-ministro Sergio Moro alegou haver provas de que o presidente Jair Bolsonaro estava interferindo na Polícia Federal, Damares proferiu a histórica frase em crítica ao lockdown: "Idosos estão sendo algemados e jogados dentro de camburões no Brasil. Mulheres sendo jogadas no chão e sendo algemadas por não terem feito nada. A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos trinta anos está acontecendo neste momento".

Ernesto Araújo (RS)

Ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Henrique Fraga Araújo (53 anos) é diplomata e escritor. Também é um dos principais expoentes em solo brasileiro da luta contra o globalismo. Já publicou inúmeros artigos sobre o tema. Em um dos textos, declarou: "Quero ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista".

Ricardo Salles (SP)

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles (45 anos) é advogado e administrador. Foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo, de 2016 a 2017. É fundador do Movimento Endireita Brasil. Em 2012, em parceria com o também advogado Guilherme Campos Abdalla, ingressou no Senado com um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF, por crime de responsabilidade, sob a alegação do ministro ter agido com parcialidade (a favor dos réus) no julgamento da Ação Penal 470, popularmaente conhecida como "Mensalão".

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Fazem parte do projeto SENGOV:

Bruno Campos
Daniel Garcia 
Guilherme Azevedo
Rodrigo Sias
Wilson Oliveira