A morte de Paulo Gustavo e a doença da sociedade

 
Por Antônio Fidelium

Enquanto acompanhava a vitória do Flamengo pela Libertadores na noite desta terça-feira, fui pego com a notícia do falecimento do ator e comediante Paulo Gustavo, algo que infelizmente já era esperado após a divulgação do boletim médico horas antes, que dizia que Paulo estava em um quadro irreversível, 'ainda' com sinais vitais.

Ao escutar a triste informação sobre a morte do ator (melhor comediante brasileiro nos últimos anos, em minha humilde opinião), decidi que não entraria no Twitter por saber que haveria uma proliferação de gente rasa, fútil e ignóbil utilizando esse falecimento para mais um capítulo ridículo de lacrações estapafúrdias.

Lamentavelmente, esse é um triste ciclo vicioso que se retroalimenta há tempos em nosso país. Canalhas de um lado se aproveitam do ocorrido pra disparar seus venenos contra políticos e apoiadores desses políticos. E patetas do outro lado dão um gigantesco palanque para que a tal lacração tenha destaque, repercussão, holofote e audiência.

Eu poderia simplesmente ignorar esse circo de horrores repleto de palhaçadas infinitas que se transformou o debate político no Brasil. Mas é muito difícil fingir que não é comigo, pois infelizmente essa contenda mesquinha não está restrita a apenas alguns desgraçados. A coisa se alastrou por toda nossa sociedade, em um ciclo vicioso profundo que parece não ter mais fim.

Consequentemente, a falta de capacidade de raciocínio e manifestação minimamente humano e respeitoso com quem está do outro lado político assusta e encurrala aqueles que, como eu, gostariam que as pessoas se dirigissem umas às outras com algum pingo de educação. A nossa sociedade também está enferma, com uma doença muitíssimo grave.

Sobre a morte do Paulo Gustavo, as únicas coisas que consigo dizer é que ele descanse em paz, e que familiares e amigos tenham força nesse momento difícil. E quando lamentamos a morte de alguém, dane-se o que cada um pensa politicamente!
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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