Terceira via propõe super fusão para Bolsonaro não controlar nenhum partido

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Por Wilson Oliveira

Fontes revelaram a O Congressista que a chamada "terceira via" está se movimentando para atrapalhar os planos do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Interlocutores das siglas do 'centrinho' estão propondo que as legendas nanicas que negociam uma filiação com Bolsonaro desistam de filiar o presidente e façam uma super fusão entre si.

Esses interlocutores da terceira via estão oferecendo ajuda para viabilizar a criação desse novo partido, que se daria a partir da junção de Patriota, Brasil 35, DC e PRTB. Como se trataria da fusão de partidos já existentes, a operação não encontraria nenhuma burocracia junto ao TSE. O próprio PSL também tem sido cotado para fazer parte da fusão, ideia que agrada anti-bolsonaristas da legenda.
 
Com o surgimento desse novo partido, seria feita uma partilha dos diretórios estaduais, atendendo as pretensões de cada dirigente. Além disso, o "preço" a ser pago por essa nova legenda seria a entrada na coligação da candidatura de terceira via na eleição presidencial de 2022. Entretanto, até o momento não existe nenhuma sinalização que essas siglas pequenas irão aceitar a proposta.

Os dirigentes desses partidos nanicos começaram a negociar uma filiação com Jair Bolsonaro de olho na força eleitoral do presidente, que pode ajudar a legenda escolhida a vencer a cláusula de barreira com a eleição de deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais.

No entanto, essa proposta da terceira via pode ser ainda mais tentadora, uma vez que além de oferecer a superação da cláusula de barreira, haveria um arranjo para que todos os dirigentes dessas legendas nanicas continuassem exercendo poder partidário nos seus estados. Seria um funcionamento similar ao do MDB, onde cada diretório estadual tem vida própria.

Segundo apuraram as fontes dessa informação, o objetivo da terceira via não é atrapalhar a candidatura de Jair Bolsonaro em 2022 à reeleição, mas sim impedir que o presidente tenha o controle total de algum partido. A terceira via teme que Bolsonaro consiga eleger um grande número de aliados como senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, embora também ofereça uma superação da cláusula da barreira, só poderá ajudar um partido (aquele que ele se filiar), mas com a exigência de assumir o controle em definitivo do mesmo, o que causaria a perda de poder por parte daqueles que comandam a legenda. O objetivo do presidente é justamente o que causa preocupação na terceira via: eleger aliados como senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

Para dificultar ainda mais a situação partidária do presidente da república, o próprio Jair Bolsonaro já admitiu inúmeras vezes nos últimos meses que o "Aliança pelo Brasil" não ficará pronto para a disputa de 2022, pois começou "muito atrasado" a recolher assinaturas.

Caso os partidos que negociam com Bolsonaro, como PRTB e Brasil 35, ou negociaram, como PSL, Patriota e o DC, resolvam fazer essa super fusão para entrar na coligação da terceira via, restará como opção para Jair Bolsonaro tentar uma reeleição em 2022 pelo PTB ou por algum outro partido do centrão que está na sua base parlamentar, como o PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira. Assista ao vídeo abaixo!