Jornalista da Folha fica preocupado com crescimento de apoio ao 7 de setembro

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Por Redação O Congressista 

Em mais um Resenha Política, dessa vez realizado nesta quinta (2), os colunistas de O Congressista debateram como está a repercussão da grande mídia sobre as manifestações pela liberdade que serão realizadas no dia 7 de setembro, com Brasília e São Paulo como palcos principais. 

Especializado justamente em mídia, o colunista Raul Prudens abriu o debate revelando que uma matéria do jornal Folha de S. Paulo lamentou a disparada de posts nas redes sociais com participação de policiais, militares, caminhoneiros, cantores sertanejos e setor agropecuário apoiando abertamente as manifestações pela liberdade.

"A Folha fez uma matéria em tom totalmente de lamentação trazendo um levantamento da consultoria Quaest que mostra que as citações nas redes sociais em apoios aos atos de 7 de setembro explodiram nas redes sociais".

Lucas Fraternais comentou que as manifestações de 7 de setembro têm potencial para ser um divisor de águas.

"Existe um contexto diferente que é o fato de não haver uma pauta específica que será votada no Congresso, como voto impresso. Dessa vez as manifestações estão voltadas para os atos autoritários praticados cada vez com mais frequência pelos ministros do STF, tendo como alvo único e exclusivo os direitistas que apoiam Bolsonaro". 

Isadora Salutem afirmou que nunca viu o sistema de concentração de poder no Brasil tão inseguro.

"Eles sabem que estão tendo que se esforçar cada vez mais pra esconder a realidade dos fatos. O povo tem ido às ruas defender uma direção oposta da que eles querem. Isso está deixando esse sistema de concentração de poder bastante inseguro".

Salutem traçou a diferença de objetivos do povo e dos concentradores de poder no Brasil.

"Enquanto o desejo deles é manter essa concentração de poder, esse sistema fechado, que eles chamam de democracia, mas que é justamente o contrário de democrático, o povo quer exatamente abrir a política brasileira exigindo mais transparência nas eleições, além de liberdade de expressão, opinião e pensamento".

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Antônio Fidelium falou sobre a incoerência dos concentradores de poder falarem que estão "defendendo a democracia" enquanto o povo brasileiro pede as coisas mais básicas de uma democracia.

"Seria cômico se não fosse dramático. Os ministros do STF justificam todas as suas atitudes dizendo que é "defesa da democracia", mas ao mesmo tempo o povo está indo às ruas pedir liberdade de expressão, de opinião e de pensamento, que são as coisas mais básicas, os primeiros itens de um país democrático". 

E Lucas Fraternais completou o colega:

"Não podemos esquecer que o povo também pede transparência nas eleições, outro item básico de uma democracia. Apenas em países ditatoriais a eleição é organizada com obscurantismo e imposições de verdades por parte de quem está no poder, como acontece no Brasil". 

Após as exposições dos colegas, Raul Prudens revelou outra abordagem feita na matéria da Folha de São Paulo.

"Aqueles que concentram e aqueles que colaboram para a concentração de poder no Brasil, como parte da grande mídia, fazem uma inversão absurda do que é democrático e do que não é. A matéria da Folha disse que as manifestações da direita têm "origem golpista" justamente por ser colocar contra o autoritarismo do STF".

Isadora Salutem fechou o Resenha Política com um comentário curto e grosso.

"É surreal o que acontece no Brasil. Estão assassinando a democracia e dizendo que isso é para defender aquela que está sendo morta".
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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