MBL, Novo e Vem Pra Rua estão completamente mortos, diz colunista

17:09:00 , 0 ''


Por Redação O Congressista

Especialista na análise da oposição ao governo Bolsonaro, a colunista de O Congressista Isadora Salutem esclareceu alguns pontos a respeito da manifestação realizada neste dia 12 de setembro. 

Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Partido Novo organizaram atos para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e contaram com adesão de partidos e movimentos de esquerda. 

Na avaliação de Isadora Salutem, esses protestos com baixíssima presença de pessoas deixam claro que o presidente Jair Bolsonaro tem imensa força popular enquanto MBL, VPR e Novo estão completamente mortos e enterrados. 

Como você avalia essa união de MBL, Novo e Vem Pra Rua com partidos e movimentos de esquerda?

Eles se juntando com a esquerda e fazendo manifestações vazias deixam evidente como se transformaram em grupos sem nenhuma força popular. Novo, MBL e Vem Pra Rua, que já vinham em uma crise existencial, se apequenaram bastante neste domingo, estão completamente mortos e enterrados.

Isso prejudica o suposto objetivo de Novo, MBL e Vem Pra Rua de marcar território como oposição de direita ao governo Bolsonaro?

Se queriam ocupar o espaço de oposição de direita, deveriam agir com mais responsabilidade. Mas preferiram entrar na loucura da esquerda e dos grupos de interesse que querem arrancar o Bolsonaro da presidência a qualquer custo.

O que seria preciso pra esses grupos se firmarem como oposição de direita?

Pra ser oposição de direita, deveriam apontar o que eles acham que está errado no governo, mas também reconhecer que existe uma luta contra o autoritarismo do STF, que além de invadir a competência do Congresso atendendo ações de partidos de esquerda, ainda persegue os conservadores tentando lhes impor uma censura.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Não é uma incoerência esses grupos se classificarem como liberais e não lutarem contra o autoritarismo do STF?

É outra forma de se queimarem. Falam que são liberais, mas se negam a defender a liberdade de expressão. Se queriam ser os representantes liberais, a oposição de direita, estão fazendo tudo errado.

O argumento deles é que está tudo errado no governo Bolsonaro...

Não dá pra dizer que está tudo errado em um governo que colocou aqueles milhões de pessoas nas ruas no 7 de setembro, a não ser que o objetivo seja um governo que ignore o povo e atenda o sistema de concentração de poder, que é onde eles estão se apoiando.

Qual paralelo podemos fazer entre as manifestações a favor do Bolsonaro e as manifestações de Novo, MBL e VPR?

No dia 7 de setembro tivemos uma amostra gigantesca da força popular do Bolsonaro. E hoje, dia 12, tivemos outra amostra gigantesca dessa força do presidente.

A esquerda já conseguiu fazer manifestações com mais gente. Por que as manifestações de MBL, Novo e VPR foram tão vazias?

PT e PSOL, que não participaram desses atos de hoje, até conseguem reunir uma quantidade de pessoas por terem uma militância profissional. Esses dois partidos não vão colocar milhões nas ruas como Bolsonaro colocou no dia 7, mas conseguem colocar algumas dezenas de milhares. Mas Novo, MBL e Vem Pra Rua nem isso conseguem por não terem militância espontânea nem profissional. Sendo assim, todas as manifestações que eles organizarem será um fracasso retumbante.

Existe oposição a Bolsonaro que seja realmente de direita?

Acredito que uma figura que pode ser apontada como direita que, embora não se coloque como oposição, também não é base de apoio, é a deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal. Ela deixa muito claro que apoia Sergio Moro para 2022, mas ela é uma pessoa que costuma se manifestar sobre o governo de forma bastante responsável, tanto pra criticar como pra reconhecer acertos e pra avaliar situações de maneira neutra. É muito diferente de quem se diz ou se dizia direitista mas age histérica, emocional e irresponsavelmente contra Bolsonaro.

O ex-juiz Sergio Moro pode ser considerado um potencial líder de uma oposição de direita?

Tenho a sensação que ele não é de direita, mas sim de centro. Mas ele não consegue ser líder de centro por dois motivos. Um é que ele está bastante escondido, exercendo um trabalho fora do Brasil e praticamente não fazendo nada para motivar uma militância que ele poderia ter. O outro motivo é que a maior parte dos políticos e dos partidos de centro preferem excluir o Moro de qualquer articulação política. 

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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