''Passei a gostar mais ainda do Bolsonaro'', revela mecânico

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Por Lucas Fraternais

Ele se chama André Camargo, mas é conhecido como "Seu Dé". Dono de uma oficina mecânica, Seu Dé aceitou ser o primeiro participante de uma série de entrevistas que O Congressista fará com verdadeiros representantes do povão para explicar o motivo para votar e continuar apoiando o presidente Jair Bolsonaro.  

De origem humilde, esse baiano que se mudou para São Paulo com 17 anos de idade tem uma oficina automobilística há 20 anos na capital paulista. André faz reparos em automóveis de homens e mulheres; pobre, classe média e ricos. De empresários bem sucedidos a assalariados que pagam os consertos a prazo.

Ele conversa sobre qualquer assunto com clientes, amigos e familiares. Mas apenas em dois não abre mão de jeito nenhuma da sua convicção: Corinthians e o apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O senhor esteve na Avenida Paulista no dia 7 de setembro?

Com certeza. Vesti a minha camisa da seleção de 82 e fui lá. Em 82 não fomos campeões, mas a eleição do Bolsonaro em 2018 foi como um título de Copa do Mundo. E em 2022 quem sabe a gente seja campeão do mundo duas vezes no mesmo ano (risos).

Quando o senhor ficou sabendo sobre Jair Bolsonaro?

Rapaz, é uma história meio longa. Eu era petista (risos). Votei no Lula e tudo. Mas quando rolou aquela roubalheira fiquei puto da vida, me senti traído. Aí quis a volta dos militares ao poder. Falei pra minha senhora que não votaria mais em ninguém, ou os militares voltariam ou eu não queria mais saber de porra nenhuma. Aí um dia ela me chamou pra ver o Superpop, aquele programa da Luciana Gimenez. Eu vi um deputado maluco falando um monte de coisa (risos).

A partir dali o senhor virou bolsonarista?

Não, calma. Aí entrou o meu menino mais novo na história.

Ele tem quantos anos?

Hoje tá com 18, mas na época... Isso foi em 2015, se não me engano, então ele estava com 12.

>>> Cai a força de Alexandre de Moraes após o 7 de setembro?

Qual foi a participação dele na sua guinada?

Ele tava na minha oficina e ouviu eu comentando com um mecânico que trabalha comigo sobre o deputado que eu vi no Superpop. Ele se meteu na conversa e falou: "Pai, eu conheço esse deputado que o senhor está falando, é o Bolsonaro". Depois disso o bichinho desandou a contar sobre o tal deputado (risos). E eu gostei de saber mais sobre o tal do Bolsonaro.

Como o senhor enxerga a política brasileira atualmente?

É o Bolsonaro contra um bando de safado (risos).

E qual a avaliação que o senhor faz do governo Bolsonaro?

Eu tenho certeza que ele está sofrendo demais, é tudo contra o cara, tudo nas costas do cara, tudo colocam a culpa nele. STF faz merda? Culpa do Bolsonaro. Congresso faz merda? Culpa do Bolsonaro. E mesmo assim o cara continua firme e forte. Não tem como deixar de gostar desse cara.

Já pensou em parar de apoiar Bolsonaro em algum momento?

Se é louco... Eu tô com ele até o fim. Nunca vi um presidente que é gente como a gente. O Lula era gente como a gente, mas esse negócio de ideologia de esquerda estraga a pessoa.

Alguns apoiadores do Bolsonaro ficaram decepcionados com a nota oficial que ele publicou dois dias após as manifestações de 7 de setembro. Qual a opinião do senhor?

No dia 7, mais uma vez vi que Bolsonaro está ao lado do povo. Na nota oficial, vi que ele continua sendo um cara humilde pra reconhecer que tem coisas que não dá pra ser como a gente quer. Isso é muito parecido com a minha história de vida, por isso passei a gostar mais ainda do Bolsonaro. 

E a manifestação do último dia 12, pedindo impeachment do Bolsonaro?

Rapaz, no dia 12 eu vi que a oposição são os mesmos safados de sempre, vagabundo da pior espécie, um bando de mauricinho que não sabe o que é passar aperto. Por isso eu falo, sou Bolsonaro mesmo!
 
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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a realizar debates por escrito de todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 
 
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