Pirraça da mídia anti-Bolsonaro ficou infantil e extrapolou o ridículo

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Por Redação O Congressista

Colunista de O Congressista especializado em mídia, Raul Prudens concedeu uma entrevista para falar dos veículos de comunicação que têm feito militância clara e diária contra o presidente Jair Bolsonaro. 

Prudens afirmou que a "pirraça" da mídia anti-Bolsonaro ficou infantil e extrapolou o ridículo, e que os jornalistas não conseguem mais disfarçar nem esconder essa situação nos seus semblantes. 

Na avaliação do nosso colunista, essa postura dos veículos se deve a defesa de interesses políticos e comerciais. Raul Prudens pontuou que a parte da mídia contra o presidente da república foi a que mais demitiu e cortou despesas. 

Prudens também destacou o surgimento de uma mídia mais à direita, citando como exemplo a Jovem Pan, que está prestes a virar um canal de televisão, além do Terça Livre e da Brasil Paralelo. Confira abaixo a entrevista completa. 

Por que parte da mídia brasileira está claramente fazendo militância contra Bolsonaro?

Estão defendendo interesses. 

Interesses ideológicos?

Também, mas não é o principal. Há interesses políticos e comerciais por trás dessa linha intransigente e hostil ao presidente, com perseguição implacável. 

Esses veículos estão extrapolando todos os limites da parcialidade e até da distorção dos fatos, como vimos na cobertura das manifestações do dia 7 de setembro, além de todas as conotações maldosas com falas de integrantes do governo. Perderam o pudor? 

É muito complicado falar em pudor quando o que está em debate é a imprensa. A gente precisa sempre ter em mente que geralmente um veículo de comunicação prefere ter audiência a ter alguma espécie de pudor. Mas no caso desses veículos, não é nem o caso de preferir audiência, pois eles estão perdendo-a, mas sim de defender interesses políticos e comerciais, como falei. Eles estão presos nisso, algemados, não há nenhuma forma de saírem disso. Então podemos esperar que eles vão continuar fazendo distorções surreais e inacreditáveis da realidade. 

Recentemente, entrevistamos uma jornalista de um grande veículo que afirmou estar com depressão por ser obrigada a falar contra Bolsonaro. Acredita que a maioria dos jornalistas desses veículos estejam passando pelo mesmo problema?

Duvido muito. Nas redações desses veículos hostis a Bolsonaro, a maioria é de esquerda e está unindo o útil ao agradável. Sacrifício para esses foi ter que cobrir a Lava Jato e mostrar a gigantesca corrupção dos governos petistas. Porém, está cada vez mais fácil perceber no semblante dos jornalistas de televisão que eles estão se prestando a um papel de pirraça que ficou infantil, pois extrapolou o ridículo. Inclusive, perderam totalmente a capacidade de disfarce.

>>> Por que Bolsonaro faz indicações como a de Augusto Aras?

Justamente por essa parte da mídia não conseguir esconder a sua militância, o povo até está deixando de consumir esses veículos. Mesmo assim, eles insistem nisso. Qual o motivo dessa insistência? 

Esses veículos sabem que Bolsonaro não vai impor uma ditadura no Brasil e que um dia seu governo chegará ao fim, em 2022 ou 2026. No dia que isso acontecer, esses veículos, caso ainda existam, vão se vangloriar dizendo que lutaram contra isso e aquilo. Hoje, ninguém consegue apontar uma diferença desses veículos para canais que são abertamentes a favor de um político e por isso atacam seus adversários.

Como esses veículos irão fazer essa espécie de comemoração?

Haverá uma enxurrada de publicações, livros, filmes, mega reportagens, documentários etc. Vão gastar toda energia que tiverem pra tentar emplacar uma narrativa de outra ditadura derrubada pela imprensa. 

Mas o Bolsonaro defende a liberdade da imprensa enquanto o Lula defende "regulação" da mídia...

Sim, mas como eu disse, essa parte da mídia está defendendo interesses políticos, acima de interesses ideológicos, mas principalmente interesses comerciais. Todo mundo sabe que esses veículos perderam muita receita desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder. Mas é claro que não vão chegar e falar que querem a queda do Bolsonaro pra recuperarem faturamento. 

Acredita que esses veículos poderão falir por seguirem essa linha que acarreta na perda de público e de credibilidade?

Falir eu acho uma palavra muito forte. Mas garanto que eles já estão se adaptando a uma nova realidade. O que seria essa nova realidade? Menos público, menos receita. Pode reparar que os veículos anti-Bolsonaro foram os que mais demitiram de janeiro de 2019 pra cá. Também foram os que mais se mexeram pra cortar despesas. Esses veículos sabem que o povão, o cidadão comum que está fechado com Bolsonaro, não volta mais. Porém, esses veículos estão agradando bastante o público mais esquerdizado, que sempre vai existir, embora em menor número, e portanto vai dar o suporte necessário pra esses veículos continuarem pelo menos existindo.

Acredita que esse processo pode desencadear o surgimento de uma mídia mais à direita, polarizando também a imprensa brasileira? 

Tenho absoluta convicção que isso já está em curso. A Jovem Pan vai chegar à TV paga e inegavelmente vai aumentar bastante o seu público que já é imenso na combinação rádio em São Paulo mais internet. Durante um tempo, a JP vai nadar de braçada como única emissora de televisão que agrada o pessoal de direita, mas não creio que isso vá durar muitos anos. Aposto no surgimento de uma concorrente direitista em no máximo três anos. Além disso, apesar de sofrer uma contínua perseguição, o Terça Livre segue firme e forte com o seu canal no YouTube, angariando mais público que muitos veículos considerados tradicionais. E não podemos esquecer da produtora de ótimos documentários que se chama Brasil Paralelo e não para de crescer. Acho que é apenas o começo. A mídia mais à direita chegou no Brasil para ficar, na minha avaliação.

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Quatro conservadores aceitaram o convite de O Congressista e se disponibilizaram a comentar todos os temas que forem propostos. No entanto, eles pediram para utilizar nomes fictícios para não serem reconhecidos e não sofrerem represálias em seus locais de trabalho, pois os quatro trabalham em ambientes dominados pela esquerda. 

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